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O QUE SIGNIFICA A PALAVRA KAVANÁH EM HEBRAICO? TRADUÇÃO DAS PALAVRAS OU INTENÇÃO DO CORAÇÃO?

BS”D

Yaakov Benlev
8 Tevet, 5777
Quinta-feira, 5 Janeiro, 2017

O QUE SIGNIFICA A PALAVRA KAVANÁH EM HEBRAICO? TRADUÇÃO DAS PALAVRAS OU INTENÇÃO DO CORAÇÃO?

Em hebraico a palavra Kavanáh (כוונה) vem de Kivun (כיוון), que é hebraico significa direção ou direcionamento para onde se quer atingir. Vem também da expressão Lekaven (לכוון), que significa mirar, ou mais precisamente apontar para alguma direção.
Muitas mitzvot (mandamentos) exigem que nós tenhamos uma kavanáh específica. Uma das mitzvot mais importantes no dia-a-dia de um judeu é a Tefilah (Reza), seja ela de origem expontânea, ou tendo origem no siddur (Livro de orações).
Para rezar corretamente precisamos, segundo Rashi (Rabi Shlomo Yitzhaki) saber a tradução das palavras. A tradução tem alguns níveis. O mais básico é entender o que as palavras literalmente significam.
Um nível maior é saber o que os Chachamim (Sábios Rabinos) explicam sobre aquele significado. E esses dois são são somente o primeiro nível de Kavanáh, e BS”D, com muito esforço, um dia poderemos chegar a esse nível até os 120 anos bem vividos.

Yaakov Benlev Carneiro

021 97137-0428 (Yôhan)

https://limudtorahor.wordpress.com

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Publicado por em janeiro 6, 2017 em judaismo, Sem Categoria

 

COMENTÁRIO DA PARASHAT VAYIGASH – 5777 – NOSSOS FILHOS OUVEM MAIS NOSSAS AÇÕES DO QUE NOSSAS PALAVRAS

BS”D

PARASHAT VAYIGASH

Yaakov Benlev

8 Tevet, 5777

Quinta-feira, 5 Janeiro, 2017

NOSSOS FILHOS OUVEM MAIS NOSSAS AÇÕES DO QUE NOSSAS PALAVRAS
YEHUDAH E O FUTURO DA YAHDUT

Nesta Parasha, depois de terem deixado o Egito, e provado que não eram espiões e mal intencionados, os filhos de Yaakov Avinu saíram do Egito, abastados e felizes com o sentimento de missão cumprida. Ufa, mais um teste cumprido, mais uma vez vencemos a corrupção, mais uma vez vencemos o sentimento de levar vantagem e mais, provamos que os filhos de Yaakov, servos do Elokim dos Hebreus são pessoas de bem.

Quando aparentemente os problemas se foram, Menashe anuncia que havia um ladrão entre os irmãos de Yossef. Os filhos de Yaakob (Jacó) se deparam com a notícia: “Vocês estão livres, mas o “verdadeiro ladrão”(Niniamim) seria mantido como escravo no Egito. Esse é mais um dos grandes testes dessa jornada das 12 tribos.

Os irmãos, e especialmente Yehudah, tinham prometido trazer Biniamin de volta para casa de forma segura para seu pai. E agora? O que será feito? Será que seria abandonado a própria sorte como Yossef? Desta vez não Yehudah estava disposto a tudo para não deixar a história de Yossef se repetir. Yehudah se oferece como escravo no lugar de Benianin.

Yehudah estava disposto a não permitir que a próxima geração fosse corrompida ou educada fora dos princípios básicos da Torah. Assim, temos que nos preocupar com as próximas gerações, mas mais do que falar, precisamos estar dispostos a agir em relação a esse objetivo. Nossos filhos podem ou não ouvir nossas palavras, mas é impossível eles não ouvirem os ressoar dos gritos de nossos atos de exemplo. O exemplo, mesmo que silencioso, pode tocar e atingir muito mais nossos filhos do que meia hora de shiur (sermão).

O que desperta um GRANDE sorriso em nosso rosto? Um dia de cerveja com os amigos para papear? Um aumento de salário? Uma gratificação por hora extra? Uma festa de Happy Hour com os amigos? O que estamos sempre animados em fazer, receber ou compartilhar? Quando nossos filhos nos vêem mais animados? Se ficamos muito mais entusiasmádos com outras coisas e pouco entusiasmádos com Shabat, Torah u’Mitzvot, sinto muito seus filhos não vão entender que a Torah é importante. Se no domingo você escolhe lavar o carro e no mesmo dia você nega estuda a Torah em um Shiur, seu filho ouviu algo mais alto do que se você dissesse, “MEU PAI AMA MAIS O CARRO DO QUE A TORAH”.

Que possamos nos esforçar, dar tudo de nós, mesmo que signifique, no caso de Yehudah, nos tornar escravos para que as próximas gerações não sucumbam a idolatria e a perda de Torah U’mitzvot.

Shabat Shalom.

Yaakov Benlev
https://limudtorahor.wordpress.com

* Não se esqueça que dia 10 de tevet teremos jejum diurno.

HORÁRIOS HALACHICOS DE ACENDIMENTO DE VELAS DE SHABAT ABAIXO SOMENTE PARA O RIO DE JANEIRO

Cubra os olhos com as mãos e fale a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher

Kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou

com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.

INÍCIO do Shabat (Sexta-Feira)

8 de Tevet 5777 

6 de JANEIRO de 2017

Horário de acendimento das vélas

19:19 – Acender as velas ANTES do horário indicado

TÉRMINO do Shabat (Sábado)

9 de Tevet 5777 

7 de JANEIRO de 2017

Horário de acendimento das vélas

20:17

 
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Publicado por em janeiro 6, 2017 em Sem Categoria

 

Comentario da Parashá Vayigash 8 Tevet, 5777 (2017)

BS”D

Parashá Vayigash

8 Tevet, 5777
Quinta-feira, 5 Janeiro, 2017

Yaakov Benlev

A parashat tem seu ápice no encontro de Yossef e seus irmãos. Yossef dá a oportunidade de seus irmãos fazerem kaparah (uma reparação) do erro que fizeram. Então planejou prender Biniamim, seu irmão e filho da mesma mãe. Talvez a matriarca Rachel fosse a menos amada, talvez seus filhos não fossem tão queridos. Então Yossef coloca seus irmãos a prova, ou em teste.

Yossef pensou, ahh, é para isso que ‘H me trouxe ao egito, para poder ter o mérito de concertar um erro minúsculo dos meus irmãos, de poder faze-los crescer, de poder reparar essa midah que estava estragada.

Teste em hebraico se fala Nissaion, mas a palavra vem de NESS (milagre), mas NESS também significa mastro. A palavra teste tem a idéia de nos elevar. Tem o intuito de nos fazer crescer. Sim, é proibido um judeu se colocar em teste, mas devemos aproveitar os testes de nossa vida para poder crescer e se elevar.

O teste só existe para nós, se nós temos capacidade de vence-lo. Se nós nos colocamos em testes, pode ser e quase sempre é, que nós não vamos passar. Se eu enfrentei uma situação que eu pequei, é porque eu não me preparei para evita-la, mas se ‘H te deu uma oportunidade de enfrentar um teste, agarre-a. Segure-a firme e esteja atento ou atenta, pois você vai evoluir e crescer.

Se você está passando por algum problema, há duas possibilidades. Uma delas é que você precisa concertar e reparar alguma midah (Traço pessoal) que não está da forma que ‘H deseja de você. Já pensou nisso? O quanto você está se dedicando ao caminho da Sagrada Torah e de ‘H? Em que você não está se esforçando ou se dedicando a D’us, HaKadosh Baruch Hu?

Segundo possível motivo para o teste, pode ser, que HaKadosh Baruch hu esteja lhe dando uma oportunidade de ser uma pessoa melhor. Talvez um melhor pai, um melhor irmão, um melhor filho ou filha. Pode ser que esteja precisando se esforçar mais nos negócios. Pode ser que esteja precisando ser mais honesto, colocar seus impostos em dia, conta de luz, ou até mesmo Cds piratas, ou shir de outra pessoa, ou não citar uma fonte para dizer que aquele estudo vem de você mesmo por conta própria. Há muitas coisas que a cultura exterior ou assimilação nos diz que é certo, quando a Torah diz que é errado.

Onde será que está a ponta do ICE BERG de nossos testes? Onde e quando eles vão terminar? Se nos fizermos essas duas perguntas, se soubermos qual o objetivo e em que eu posso crescer, certeza que ‘H vai nos promover, física e espiritualmente. Espero que todos nós tenhamos um shabat shalom e que cresçamos, bezrat HaShem,  possamos dizer que foi bom ter passado por tudo o que passei, pois evoluí.

Shabat Shalom.

Yaakov Benlev
https://limudtorahor.wordpress.com/

* Não se esqueça que dia 10 de tevet teremos jejum diurno.

HORÁRIOS HALACHICOS DE ACENDIMENTO DE VELAS DE SHABAT ABAIXO SOMENTE PARA O RIO DE JANEIRO

Cubra os olhos com as mãos e fale a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

 

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher

Kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

 

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou

com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.

INÍCIO do Shabat (Sexta-Feira)

8 de Tevet 5777 

6 de JANEIRO de 2017

Horário de acendimento das vélas

19:19 – Acender as velas ANTES do horário indicado

TÉRMINO do Shabat (Sábado)

9 de Tevet 5777 

7 de JANEIRO de 2017

Horário de acendimento das vélas

20:17

 
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Publicado por em janeiro 6, 2017 em parashat

 

Livro E Confiou – Sefer V’Heemin – Qual o conceito de fé biblica no hebraico?

Segue um estudo, que embora antigo, tem bastante conteúdo prático para os que deseja estudar e se aprofundar. comentários são sempre bem vindos.

Palestras e estudos - Limud Torah 'Or

B”H
Começamos a estudar os 13 princípios da fé judaica, com base em estudos mais aprofundados no tanach. Porém esbarramos em um questionamento: O que é fé? Será que compreendemos de fato o que é fé?
No judaísmo aprendemos que as perguntas são mais importantes que as respostas, porque de fato chegamos a novas informações e melhorias de conceitos. Convido você leitor a viajar neste estudo, que embora incompleto, mostrará aos poucos nossa busca pelo conceito, não moderno e atual, mas Eterno de verdade bíblica e judaica. Venha conosco e nos acompanhe neste belo estudo que provavelmente gerará um livro.
Obrigado a todos os que nos enviam perguntas, graças a vocês que conseguimos chegar a novos resultados e na busca do conhecimento do Sagrado.
Pedimos aos que comem de nosso prato de Torah, preparado com toda a dedicação e carinho, que nos ajude a comprar os mantimentos que compõe os…

Ver o post original 976 mais palavras

 
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Publicado por em janeiro 4, 2017 em Sem Categoria

 

Parashat Vaiakhel – Em português – O Shabat e o Macaco Chorão

 
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Publicado por em janeiro 2, 2017 em Sem Categoria

 

NOVO CURSO LIVRE (AULA DE HEBRAICO) NO RIO DE JANEIRO – ABERTO A BNEI ANUSSIM

EM JANEIRO DE 2017 ABRIREMOS NOVAS TURMAS DE HEBRAICO BÁSICO E BÍBLICO. 

* Todo o valor arrecadado será revertido para a caridade construindo um mikvah (aberto correligionários da comunidade israelita que precisam praticar pureza familiar) , material de estudos, curso Americano (com um rabino) para desenvolvimento e orientação da comunidade local. A comunidade da baixada não recebe apoio, auxilio financeiro ou apoio de instituições públicas ou privadas. Esse investimento será para revitalizar essa comunidade judaica e ativar serviços até então parados por falta de condições financeiras. 

Faça parte dessa revitalização e importante fase da comunidade local, praticar um ato humanitário de tzedakáh (Caridade) é uma importante mitzvah (mandamento divino).

DIA E HORÁRIO DAS AULAS:

QUINTAS-FEIRAS – 45 MINUTOS DE AULA

DURAÇÃO DO NÍVEL1:

3 MESES (TEMPO TOTAL PROGRAMADO 540 MINUTOS DE AULA)

VALOR PARA ASSOCIADOS:

15 REAIS (MENSAIS)

VALOR PARA NÃO ASSOCIADOS:

55 REAIS (MENSAIS)

CONTEÚDO DAS AULAS:

ALEFBET ( ALFABETO HEBRAICO CURSIVO E DE FORMA)

CONVERSAÇÃO BÁSICA

LEITURA BÍBLICA NO ORIGINAL (LIVRO DE GENESIS) – TRADUÇÃO BÁSICA

* NÃO HAVERÁ ABERTURA PARA DEBATE TEOLÓGICO E RELIGIOSO.

O CURSO É LIVRE PARA QUALQUER INTERESSADO QUE DESEJA E POSSA PAGAR O CURSO. 

TODO O VALOR SERÁ INVESTIDO EM ESTUDOS, MATERIAIS DIDÁTICOS E DOCUMENTAÇÃO PARA A COMUNIDADE ISRAELITA LOCAL. 

* Material impresso, xeróx e material didático pode ser adquirido aparte. 

INSCRIÇÕES PELO E-MAIL OU POR WHATSAPP

21 994784763

yaakovbenlev@gmail.com 

 
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Publicado por em dezembro 29, 2016 em Sem Categoria

 

ARTIGO: “JUDEUS PIRATAS” (POR YAIR ATINGER,TRADUZIDO E ADAPTADO POR DAVID SALGADO)

Pedimos que não acesse este site em sabat e yom tov.

 

Jornal Haaretz – Yair Atinger Tenho acompanhando uma série de matérias publicadas no jornal Haaretz pelo jornalista Yair Atinger sobre o problema da conversão em Israel. Na terceira matéria da série, o jornalista traz a impressionante narrativa do que ele chamou: “Judeus Piratas”. Leiam vocês mesmos, através de nossa tradução livre, alguns trechos desta matéria.

David Salgado – tradução livre

 

Com o intuito de evitar a cidadania de não judeus, preocupa-se o governo, em dificultar a vida daqueles que buscam o retorno através da conversão. Assim, temos no país, anualmente, centenas de pessoas que querem se converter ao judaísmo de acordo com a Halachá, mas que acabam optando por fazê-lo pelo modo “pirata”.

Shira e Emanuel (nomes fictícios), conheceram-se há alguns anos atrás quando Shira, que é israelense, fazia um passeio pela América do Sul. Eles se apaixonaram, vieram para Israel e queriam viver juntos conforme a religião de Moisés e Israel (Kedat Moshe VeIsrael). Mas para que isto acontecesse, Emanuel precisava se converter. Porém, passaram-se anos e o pedido para conversão não foi aprovado. “Três anos esperamos, e então decidimos tomar providências. Estamos felizes por isso, só sentimos ter esperado até que fossemos colocados para escanteio. Teria sido muito melhor se tivéssemos a coragem de fazer isso antes”, afirma Emanuel.

Após anos de espera que a porta do Rabinato se abrisse, Emanuel e Shira abriram outra porta. Emanuel, assim como centenas de outros nessa mesma situação, dirigiu-se a conversão particular e tornou-se judeu “kasher lemehadrin”, respeitador do Shabat, sem esperar pelo carimbo do governo. Hoje eles vivem como um casal, pais de uma linda menina, e Shira está grávida de outro bebê.

Mais do que qualquer área sobre a tutela do Rabinato de Israel, é a conversão particular que vem ganhando espaço nos últimos anos. Centenas de convertidos, principalmente aqueles que não tem o direito à cidadania pela Lei do Retorno, tomam anualmente, a Halacha em suas mãos, e se convertem fora dos tribunais especiais de convesão. E isso, apesar destes tribunais especiais terem sido autorizados pelo governo, e serem os únicos oficialmente com permissão para dar o documento denominado “Teudat Amará”, que é o documento que oficializa uma conversão no país. Quando eles (os conversos) escolhem o caminho particular, estão colocando em perigo sua chance de serem reconhecidos como cidadãos e correm o risco de serem expulsos do país.

Entretanto, nos últimos tempos, eles tem recebido importante ajuda de rabinos ortodoxos, principalmente rabinos sionistas religiosos, que preferem “piratear” a conversão. O jornal Haaretz descobriu que o Rabino Chefe da cidade de Efrat, que a muitos anos vem preparando pessoas para o processo de conversão oficial através de seu Ulpan Guiur – muito famoso – vem trabalhando para formar um Tribunal autônomo para conversões. Ele quer converter seus alunos dentro de uma estrutura rabínica, assim como é feito nas comunidades judaicas da Diáspora.

Existem ainda, mais dois tribunais particulares que cuidam de conversões particulares. O primeiro pertence ao Rabino Adin Steinzaltz, em Jerusalém, e o outro em Bnei Brak, pertencente ao Rabino Nissm Karelitz. A Corte de Justiça (Bada”tz) de Bnei Brak é uma instância julgadora que provê quase todos os serviços religiosos alternativos, principalmente para “charidim” (judeus ultra-religiosos) que não querem ter contato com as autoridades governamentais. E nessa Corte de Bnei Brak funciona um tribunal antigo que cuida de conversão. Sua atividade cresceu bastante nos últimos anos. Em 2006 faziam entre 10 a 15 conversões, este ano estão falando em cerca 250 novos judeus.

Voltando ao nosso casal. Emanuel chegou em Israel em 2007 para ficar. Então deu início ao processo que durou quase três anos. Ele e Shira esperaram que a comissão especial se reunisse para julgar e permitir que Emanuel entrasse no Ulpan Guiur. Durante este tempo o casal passaria pela situação mais absurda que possam imaginar. Eles não queriam se casar até que Emanuel se convertesse, até aí tudo bem. Porém as instituições governamentais pediam coisas contraditórias. O Ministério do Interior exigia que o casal vivesse junto como casal, para todos os efeitos, plena vida conjugal. Ao mesmo tempo, exigia o Rabinato, através do departamento de conversões, que eles não vivessem sob o mesmo teto, que não se casassem e guardassem as leis de tsiniut (pudor, decência). Assim, viviam Emanuel e Shirá: para o Ministério do Interior, eram casados e bem casados; e para o Rabinato, totalmente separados.

Resumindo a história, depois que se converteu, Emanuel, no tribunal particular do Rabino Steinzaltz, quando estavam em lua de mel, praticamente três anos depois que apresentaram o pedido formal, recebeu o casal, uma carta da Comissão Especial do Estado de Israel permitindo a Emanuel entrar no processo de conversão. Depois de seu estudo, sem que o governo soubesse que ele já havia estado num tribunal particular, apresentou-se Emanuel perante o Tribunal Oficial do Estado e pouco tempo depois recebia sua “Teudat Amará”. Hoje em dia preferem não falar seus nomes verdadeiros, com receio de que o governo cancele sua conversão por não terem falado sobre a conversão particular que Emanuel havia feito com o Rabino Steinzaltsz.

Outro casal que quase perdeu sua esperança de serem reconhecidos pelo governo israelense, é Elia de 76 anos e Raisa de 74 anos, religiosos charidim de Bnei Brak, Raisa converteu-se a cerca de alguns anos no tribunal particular do Rabino Nissim Karelitz e em outro Rabinato de Jerusalém, porém o Ministério do Interior reluta e nao quer reconhecer a conversão dela e a denomina uma imigrante ilegal. “É muito difícil para nós o fato de Raisa não ter a cidadania”, afirma Elia Sonin, “quem sabe de nós dois quem irá primeiro para o mundo vindouro? Gostaríamos de ter a cidadania dela o mais breve possível. Não é muito bom falar disso, porém estamos muito preocupados: será que Raisa poderá ser enterrada em Israel como judia?”, pergunta Elia.

Apesar de que aparentemente, existem divergências entre eles, juízes dos tribunais oficiais de conversão, aconselham as vezes, casais a buscarem a conversão alternativa. E até mesmo os ajudam nisso. Assim fez o Rabino Israel Rozen, juiz oficial até bem pouco tempo e hoje juiz no mercado particular. “Eu tenho interesse em facilitar as coisas e aceitar melhor os processos de conversão. Quando era juiz oficial, buscava isso com todas as minhas forças”, diz Rozen.

“O absurdo, diz o Rabino Rozen, é que o governo de Israel investe milhões e milhões de dólares para trazer os Olim Chadashim para Israel através da Agência Judaica, e depois temos aqui um grupo não muito grande, porém muito qualitativo de pessoas que querem ser reconhecidas como judeus, já que são filhos de pais e avos judeus, e o governo desperdiça outros milhões para afastá-los desse objetivo. O que estamos fazendo aqui, senão um verdadeiro absurdo? Eu afirmo que nós estamos aqui para ajudar nos casos onde o Rabinato tinha que ajudar e não o faz”.

FONTE: http://www.comiteisraelita.com.br/

 
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Publicado por em dezembro 23, 2016 em Sem Categoria