RSS

Arquivo da categoria: judaismo

O QUE SIGNIFICA A PALAVRA KAVANÁH EM HEBRAICO? TRADUÇÃO DAS PALAVRAS OU INTENÇÃO DO CORAÇÃO?

BS”D

Yaakov Benlev
8 Tevet, 5777
Quinta-feira, 5 Janeiro, 2017

O QUE SIGNIFICA A PALAVRA KAVANÁH EM HEBRAICO? TRADUÇÃO DAS PALAVRAS OU INTENÇÃO DO CORAÇÃO?

Em hebraico a palavra Kavanáh (כוונה) vem de Kivun (כיוון), que é hebraico significa direção ou direcionamento para onde se quer atingir. Vem também da expressão Lekaven (לכוון), que significa mirar, ou mais precisamente apontar para alguma direção.
Muitas mitzvot (mandamentos) exigem que nós tenhamos uma kavanáh específica. Uma das mitzvot mais importantes no dia-a-dia de um judeu é a Tefilah (Reza), seja ela de origem expontânea, ou tendo origem no siddur (Livro de orações).
Para rezar corretamente precisamos, segundo Rashi (Rabi Shlomo Yitzhaki) saber a tradução das palavras. A tradução tem alguns níveis. O mais básico é entender o que as palavras literalmente significam.
Um nível maior é saber o que os Chachamim (Sábios Rabinos) explicam sobre aquele significado. E esses dois são são somente o primeiro nível de Kavanáh, e BS”D, com muito esforço, um dia poderemos chegar a esse nível até os 120 anos bem vividos.

Yaakov Benlev Carneiro
https://limudtorahor.wordpress.com

 
Deixe um comentário

Publicado por em janeiro 6, 2017 em judaismo, Sem Categoria

 

Família carneiro – Video – Os judeus do Brasil

Esse Vídeo foi feito por Rosa Carneiro fala um pouco sobre a história da Família, é um vídeo Laico e não religioso e por isso estamos postando-o aqui. Gostaríamos que Rosa entrasse em contato conosco para permitir que o vídeo continue sendo divulgado aqui no site.

Espero que gostem, pois para nós é um vídeo de bela iniciativa, que embora não seja um vídeo religioso, mantém algum conceito teológico, mas gostaria de informar que jornalisticamente falando é um excelente material.
Espero que tenhamos mais materiais como este com depoimentos, fotos e etc. Espero que ajude a todos.

 

Piratas do caribe? – Judeu sefardita – Sephardic Jew – יהודי ספרדי

Você já ouviu contos de pirata? Com certeza. Mas já ouviu histórias sobre um pirata judeu sefardita? Pois é. Para conhecer mais sobre a cultura judaica e em especial aqui citamos a fascinante história do pirata judeu sefardita.

Jean Lafitte – Judeu sefardita - Sephardic Jew - יהודי ספרדי

Jean Lafitte – Judeu sefardita - Sephardic Jew - יהודי ספרדי

Yet tales of Jewish piracy, which stretch back thousands of years, aren’t in the public’s consciousness, and Hollywood even has been known to remove a pirate’s Jewish background. No entanto, contos de pirataria judaica, que remontam a milhares de anos, não são facilmente encontradas no conhecimento do público e até mesmo Hollywood tem sido removidas as origens judias de um pirata. As a result, we’re stuck with portrayals of pirates as wayward English seamen on a murderous rampage. Como resultado, nós estamos presos com retratos dos piratas como indócil marinheiros Ingleses numa fúria assassina.
But now a forthcoming book hopes to change that image by focusing on Ladino-speaking Jews whose piracy grew out of the Inquisition. “The Jewish pirates were Sephardic. Once they were kicked out of Spain [in 1492], the more adventurous Jews went to the New World,” said Ed Kritzler, whose yet-untitled book on Jewish pirates will be published by Doubleday in spring 2007.Um livro pode mudar por completo essa imagem, focado na fala de um judeu Ladino cuja pirataria cresceu fora da Inquisição. “Os piratas judeus do caribe. Uma vez que eles foram expulsos de Espanha [em 1492], os aventureiros judeus foram para Novo Mundo “, disse Ed Kritzler, que descreve em seu livro sobre piratas judeus publicado em 2008 pela Doubleday.

A historia da “pirataria” e navegação dos judeus é muito mais antiga do que se imagina. Muitos judeus participaram de viajes marítimas em Grandes Cruzadas. Na época do Segundo Templo (1 Séc EC) o historiador Flávio Josefo faz registros históricos de Hircano Aristóbulo acusado de “atos de pirataria marítima”

Esses não são piratas como acredita-se convencionalmente. Boa parte destes não aceitaram a imposição e lutavam contra regras opressivas e lutavam por liberdade. É algo que hoje é vastamente apregoado e comentado, porém em suas épocas isso era absolutamente contra o modo comum de comportamento comum, pois subjugo era aplicado em amplitude na sociedade. É difícil precisar a quantidade exata ou até parcial de quantos judeus eram piratas, até porque muitos viviam o cripto judaísmo (os chamados bnei Anussim), devido o grande numero de conversões forçadas ou impostas pela Inquisição em toda a extensão da península ibérica.

Alguns estudiosos dizem que por motivo de vingança ou para angariar recursos para fortalecer a comunidade Sefaradita, alguns judeus como Samuel Pallache assumiram a pirataria para justificar seus propósitos. Samuel Pallache afirmava que a pirataria seria para dar uma vida melhor para os judeus expulsos da Espanha no período da inquisição.

Imagem de Samuel Pallache:

Samuel Pallache – Judeu sefardita  - Sephardic Jew - יהודי ספרדי

Samuel Pallache – Judeu sefardita - Sephardic Jew - יהודי ספרדי

Um dos piratas chamado Moisés Cohen Henriques, ajudou a planejar um dos maiores roubos da história contra a Espanha. In 1628, Henriques set sail with Dutch West India Co. Admiral Piet Hein, whose own hatred of Spain was fueled by four years spent as a galley slave aboard a Spanish ship. Em 1628, Henriques partiu com o holandês West India Co. Almirante Piet Hein, cujo ódio à Espanha foi alimentado por quatro anos como escravo da cozinha a bordo de um navio espanhol. Henriques and Hein boarded Spanish ships off Cuba and seized shipments of New World gold and silver worth in today’s dollars about the same as Disney’s total box office for “Dead Man’s Chest.” Henriques e Hein embarcaram navios espanhóis de Cuba e apreenderam carregamentos de ouro Novo Mundo e prata no mesmo valor em dólares de hoje total que a Disney recebeu pelo filme “Piratas do Caribe”. Henrriques montou sua própria ilha de piratas ao largo da costa brasileira posteriormente, e apesar de seu papel na invasão, foi divulgado durante a inquisição espanhola, que foi capturado.

 

Tags:

Nessim Gaon – نسيم جاعون – יהודם ספרדים – Judeus sefaraditas

Nessim Gaon ( árabe : نسيم جاعون, pronunciado) (nascido em 1922, em Cartum , Sudão ) é um suíço financista que criou a empresa Noga. Fora do mundo dos negócios, ele tem sido muito importante em assuntos judaicos, na qualidade de presidente da World Sephardi Federation (Federação Sefardíta Mundial) desde 1971. Ele também foi vice-presidente do Congresso Judaico Mundial e presidente do conselho de governadores da Universidade Ben-Gurion do Negeb , em Israel .

Nascido no Sudão, e de família de judeus turcos do Egito.

Além de todas as mensagens Gaon realizou no mundo de organizações judaicas, ele é também fundador, construtor e membro do Hekhal Haness Sinagoga de Genebra.

 

Orgulho de ser nordestino – Judeus

Hoje os moderadores do grupo que organizam as matérias e fomentam o grupo estiveram comentando como esse grupo tem ajudado famílias na reestruturação desse galho da arvore genealógica que algum tempo estava perdido. Foi comentado que por falta de conhecimento ou perda de identidade muitos tinham vergonha do sobrenome ou de uma tradição ou até mesmo de características físicas, mas que hoje depois da aceitação e do resgate das suas origens pode-se entender melhor de onde viemos e para onde vamos. Por muito tempo alguns da região sudeste ficavam com vergonha e escondiam as origens nordestinas.

Hoje é motivo de orgulho, padrão e modelo para o mundo. Muitos até então buscavam as origens judaicas em Portugal ou Espanha, mas depois de descobrir que de fato houve uma “limpeza étnica” e que os sephardic foram isolados no nordeste do Brasil, a identidade renasce e o orgulho de ser quem é remonta um espírito nacionalista e não busca mais pelo estrangeirismo. Não buscamos mais o reconhecimento de quem somos e perdemos o medo de se esconder. Uns poucos resistentes abrem os olhos daqueles que só ficam sabendo do resgate pelos meios de comunicação. Somos o que somos. Não somos portugueses, seus antepassados torturaram nossas famílias. O Brasil é nosso exílio.

Exílio esse que se tornou nosso lar e aos poucos tomam a primazia étnica como se eles fossem nossas origens. Nossa origem é Avraham (Abraão) e Guardamos nossas tradições, criamos outras e vamos continuar a espera da grande reunião, quando estaremos reunidos em Israel por Mashiach. Mesmo que alguns não retornem ao judaísmo, ainda sim seremos uma família judaica. Podem tentar escapar culturalmente ou religiosamente, mas no fim sabem quem são e retornaram em breve.

Recebemos noticias no blog que alguns já fazem reuniões e já voltaram a pratica do casamento entre os de mesma raiz familiar abandonando o medo tradicional que alguns tinham recebido por imposição da inquisição.

A Israel moderna, passa por problemas de disputa de terras, nós por opressão étnica e disputa pelas origens. Não importa se são Filisteus, palestinos, portugueses, turcos ou persas, a questão não é étnica. A questão é que os nomes mudam, mas os desafios permanecem os mesmos.  A inquisição portuguesa feriu de maneira muito forte os sefaradi a ponto de perdermos a noção de onde é a nossa origem e a ponto de não sabermos onde fica a ponta da corda para o retorno. Mas a resposta é simples. Simplesmente inicie pelo inicio e em casa. Depois o restante acontece.

Judeus de origem nordestina, do sudeste, do centro-oeste ou do sul. Não importa. Não há diferença se nossos nomes são em português, alemão, polonês ou em árabe. Não importa se nosso nariz é fino ou alongado, redondo ou pontudo. Não importa se fosse parece um Sefaradí ou um Azkenazi, você faz parte disso, você está junto conosco e não pode abandonar a causa pela ciência das origens do nosso povo e para onde vamos. Nosso coração é israelita.

 

holocausto, massacre no Suriname e inquisição.

A comunicação a seguir é algo que vem acontecendo freqüentemente. Não vamos discutir aqui se as idéias a seguir são corretas ou incorretas, coerentes ou incoerentes, a questão não é discutir opiniões, mas discorrer e dar subsídios a fatos que estão ocorrendo em nossa comunidade e ocorrendo cada vez com mais freqüência. Por termos recebido esse e-mail de modo tardio, creio que não gere muitas discussões por agora e nem é esse o foco. O foco, é claro é falar sobre tolerância que é um dos pontos principais das “lei de moshé”, bem mais que isso, é o Legado que o Eterno deixou para um povo de sua propriedade exclusiva.

Shemot (Êxodo) 22 O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás ; pois estrangeiros fostes na terra do Egito(terra dos limites).

Vayikrah (Levíticos) 24 – Uma mesma lei tereis [no sendito de palavra para legislação e igualdade]; assim será para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o HaShem Elohim [no sentido de ser poderoso].


Deopis desta introdução seguem tanto o e-mail que recebemos, quanto o que feio no corpo de e-mail. Essa postagem serve apenas para ressaltar que ainda existem pessoas que fazem diferença entre pessoa e pessoa, nossa intenção é esclarecer e derrubar algumas barreiras negativas para mostrar que há positividade no respeito e no amor ao próximo. Ouvimos muito falar que o Brasil é um país sem preconceitos e isso não é uma verdade absoluta. Temos em grupos familiares sofrido de preconceito e discriminação, principalmente pelas classes que no passado mais sofrerem com o racismo. Será que esses grupos de defesa étnica e cultural não aprenderam nada com as diferenças? Precisamos abrir os olhos e ver que o Brasil está cheio de índios sem raiz, deslocados de sua raiz indígena. Existem persas não sabendo qual é a sua raiz, existem negros que desconhecem suas raízes, existem árabes que se perderam de sua raiz, e brancos que simplesmente ignoram sua identidade. Um povo precisa se conhecer para poder evoluir e é isso que estamos tentando fazer, nos conhecer.

O melhor a fazer nesses casos é ler as opiniões sobre o assunto e refletir. Faça você também o mesmo.

=====================================================================

Relato de “X” sobre o holocausto – e-mail recebido em 2010.

Existem muitos outros “pequenos holocaustos” acontecendo como no caso do Suriname que vários Brasileiros (nordestinos) foram mortos por Etnias locais por supremacia de idéias racistas e disputas pessoais. E muitas pessoas morreram e outras feridas por causa de uma briga e um grupo se acreditava superior ao outro, ao ponto de não querer “ficar por baixo”.

Estou encaminhando o e-mail por que acredito que seja uma boa reflexão.

De: “Y”
Enviada em: quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 00:29
Para: “X”
Assunto: der ewige jude

Ontem um amigo meu me enviou um e-mail indignado por que disse que eu não estava apoiando o protesto da data do dia 27/01 lembrando o holocausto em Auschwitz dos Judeus Azkenazim (Alemães). Segundo ele os Judeus Sefaradim orientais (ladinos, Turcos, americanos e ibéricos) deveriam apoiar os Azkenazim (Alemães). Bem, comentei com ele que a história era diferente e que cada um tem seu cunho histórico cultural e os Azkenazim nem sempre se dão tão bem com os Sefaradim e que o Holocausto nazista foi terrível, mas ninguém lembra do nosso holocausto sofrido na Santa inquisição que foi tão grande quanto e talvez tão cruel quanto. Mesmo assim concordei com ele e de fato independente da cultura, Etnia, credo ou raça devemos lembrar das atrocidades com tristeza para que elas não se repitam. Talvez se as pessoas lembrassem da “Santa Inquisição” com o horror que lhe é devido, talvez o holocausto não tivesse ocorrido. Por isso dou meu apoio para qualquer etnia que queira lembrar sua história.

Velho judeu sefarad

Velho judeu sefarád

Não vou enviar imagens de pessoas mortas ou torturadas, pois isso é horrível, já basta o horror que é lembrar que foram feitas coisas terríveis com pessoas. Mesmo assim creio que imagens marcam a história e nos fazem lembrar melhor algo que nos foi contato. Escolhi somente as ilustrações publicadas nos jornais Nazistas para mostrar a raiva e o ódio contra os SEMITAS, pois cria-se que a divindade cristã deveria ser ariana e não semita e os Nazistas mataram os que não eram miscigenados com os Alemães na Europa e foi assim que hoje não se vê mais judeus europeus com características SEMITICAS (de maneira geral as características árabes).

Ilustração preconceituosa de um judeu idealisando os conceitos racistas do nazismo

Ilustração preconceituosa de um judeu idealisando os conceitos racistas do nazismo

Segue então as ilustrações das chacotas dos Nazistas. Pode deixar que não vou mandar imagens de mortos e com sangue.

Que haja sempre respeito e seriedade quanto a crenças, religiões, etnias e solidariedade. A indignação de meu amigo me despertou que coisas assim podem estar perto de acontecer se não protestarmos contra. Precisamos ser solidários a dor de outros. Deixei meu egoísmo e optei pela solidariedade. Façamos o mesmo.

judeu

judeu

judeus x nazismo

judeus x nazismo

o motivo deu estar maandando esse e-mail é que devemos pensar, será que estamos no Brasil iniciando uma barreira cultural e dando os primeiros passos para um nazismo religioso, cultural e etc. Muitos falam sobre portugal e Africa ao falar sobre cultira brasileira, mas pouco se fala sobre os Árabes, Indios, Persas, Holandeses, Franceses, Judeus Azkenazim ou sefará, desmerecemos os nordestinos e mudamos as origens de sua cultura. Precisamos abrir espaço e dizer aos nossos filhos você veio do papai e da mamãe, papai é persa, fomos um grande povo no passado, ou mamãe é de familia indigena e cuidamos dessa terra antes da chegada dos colonos de portugal. Precisamos entender de onde vieram os Brasileiros.

 

Tags: , , , , , , , , , , ,

Bnei Anussim – Judeus sefaraditas

Antes de tratar o assunto quero deixar claro que o texto base para essas afirmações é do Wikipedia. Apesar de ser um site livre e o texto possa vir de várias fontes, quero deixar claro que pesquisamos e editamos o texto primordial. Preferi não alterar o texto no site original, por que não achei pertinente. Alguns detalhes foram alterados justamente por falta de fontes, mas como fiz alguns telefonemas e li algumas coisas aproveitando o feriado, decidi postar algo novo, o que não fazemos a bastante tempo. Pedi permissão de um site do Flickr para postar algumas fotos tradicionais de judeus sefaraditas (o site que geralmente usamos para postar fotos aqui), as fotos foram liberadas e como sempre citaremos a fonte no final do que for cidato. Ok?

Fontes para as Fotos:

http://www.flickr.com/photos/10227535@N08/

Judeus Sefaraditas ou Judeus Sefarditas - Sarará

Judeus Sefaraditas ou Judeus Sefarditas

Bnei Anussim:

Bnei anussim, filhos dos forçados ou “ben anús” (filho forçado) ou ainda judeus marranos. Sãos os descendentes de judeus oriundos de Portugal, Espanha, Turquia E península ibérica em geral. Estes foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da “Santa Inquisição”, que oficialmente durou cinco séculos. No Brasil, os B’nei Anusim são encontrados principalmente em regiões de antiga colonização como na região Nordeste e na região Sudeste do Brasil.

Judeus sefaraditas - Judeus sefarditas - sararás!

Judeus sefaraditas – Judeus sefarditas – sararás!


História

Como boa parte dos perseguidos pela inquisição eram judeus, e uma parte um pouco menor dos perseguidos pelos inquisidores era de outros grupos, há muitos vestígios históricos a se vasculhar. Infelizmente essa é uma parte da história que pouco se fala, apesar da contribuição étnica e cultural que ainda sim é tratada com desprezo. As dores e torturas perduraram muitos séculos. Devido o medo, a história ficou por muitos séculos esquecida, adormecida ou encoberta com o sangue dos judeus que tinham esperança em voltar ao judaísmo ou serem resgatados por seus irmãos. Isso por que uma pequena parte dos judeus de sefarad saíram do Brasil e ajudaram a construir A Nova Amsterdã, conhecida hoje como Estados Unidos da América (USA – EUA).

RABI YOSSEF HAYIM - O ilustre legislador sefardi, Ben Ish Chai

RABI YOSSEF HAYIM – O ilustre legislador sefardi, Ben Ish Chai

RABI YOSSEF HAYIM - O ilustre legislador sefardi, Ben Ish Chai

RABI YOSSEF HAYIM – O ilustre legislador sefardi, Ben Ish Chai

Na atualidade a história ficou popularizada pela internet com o vídeo “Zog Marano”, cantada em Idsh, língua tradicional dos judeus Arianos europeus. Devido às muitas histórias entre os nordestinos e mineiros sobre seus “parentes judeus” (que em grande parte acredita que é “história de roceiro”, tendo muitas lendas em torno disto) Pela curiosidade sobre o fundo de verdade histórica, muitos jovens têm procurado resgatar essa história perdida.

Hoje explica-se o fato de os judeus sefaradí serem minoria, mesmo estando em grande numero na península ibérica desde a época do rei Salomão, as grandes perseguições na Idade média. Os judeus sefaraditas na estavam em Israel no Século I e.c. Já os Azkenazim foram expulsos de Israel depois da destruição do segundo templo e foram para as regiões Européias próximas a Azkhenáz.

Menina judia sarará

Menina judia sarará

Características

Bnei anussim é o grupo de cripto-judeus ou somente de judeus descendentes dos Sefarditas (grupo de judeus com características semitas (Bnei Shem, como os árabes). Em geral, os sefaradí tem cabelo crespo, pele morena e nariz adunco, distinguindo-se dos Falasha e Lambas (Judeus Etíopes – reza a lenda que possivelmente sejam filhos de shlomo há Meleach com a rainha de Shabáh) e dos Asquenazes (judeus com características arianas, descendentes de alemães). Judeus não são proselitistas e a explicação dessas variações na “raça” é a união familiar cruzadas no decorrer da história judaica. Na China existem judeus com características chinesas e no Marrocos conservam o estereótipo árabe(semita). Em maioria os judeus Sefaraí carregam por característica cabelo crespo e nariz protuberante, sendo que no Brasil a maioria (com conhecimento judaico) parece muito com os europeus, pois são descendentes dos judeus Azkhenazi, refugiados no Brasil no período pós segunda guerra mundial.

Menina judia sarará

Segundo lendas dessas mesmas famílias sefaraditas e como mostra o documentário “A Estrela oculta do sertão”, que apesar de não conhecerem ou praticar integralmente a tradição e a religião judaica, ainda guardam o conhecimento geracional de sua identidade judaica, geralmente no nordeste. Segundo essas mesmas famílias, a tradição diz que a palavra sarará vem de sefarad(Espanha), embora a pronuncia seja parecida e haja ainda uma discordância entre o que tradicionalmente se lê em livros da literatura nacional, fica em aberto uma das supostas marcas da etnia inicial dos sarará (sefarad)como relatado por Colerus, que conheceu em Rhynsburg a Bento Spinoza um proeminente erudito e judeu sefaradita. Falando sobre Bento Spinoza, um dos mais destacados judeus Sefaraditas declara, “era de mediana estatura, feições regulares, pele morena, cabelos pretos e crespos, sobrancelhas negras e bastas, denunciando claramente a descendência de judeus Sefaradim ou Sefaraditas (Originalmente naturais da Espanha).”

Mesmo não tendo uma prova concisa, temos uma possível correlação adjetiva que divide-se no significado Etmológico da palavra, pois popularmente no nordeste e em outras regiões o termo sarará (entre os marranos) é aplicado para pessoas de pele clara e cabelo crespo ou morenos de cabelo crespo claro ou escuro.

Isaac Aboab Fonseca - Primeiro Rabino Sefardita para os Sefaradí Maranos

Isaac Aboab Fonseca – Primeiro Rabino Sefardita para os Sefaradí Maranos

Possivelmente a aplicação desse termo existia e foi evoluindo e se modificando dependendo da influência e da percepção sócio-cultural de cada região. Durante o passar dos anos o Marrano (Ben Anús sefaradita) foi perdendo sua identidade por não conhecer detalhes históricos que foram esquecidos e ocultados. Os pocessados pela “Santa Inquisição” tiveram seus bens espoliados e seu contato com cultura e educação (tanto laica quanto religiosa) foi restrito, boa parte deles passaram a viver nos agrestes, sertões e cidades pequenas.

Segundo antropólogos, outra teoria interessante sobre a feijoada, partindo do principio que em outros países onde a inquisição era fortemente aplicada, pratos preparados de forma muito peculiar e com mesmas características que a feijoada eram a mais eficaz forma de teste de anti-judaísmo para reconhecer quais eram os praticantes da religião. Pratos a base de carne de porco misturado eram preparados para a confirmação do teste. Não somente a feijoada, mas pratos típicos de minas gerais e do nordeste Brasileiro são preparados de igual forma o que atesta a teoria de que não é somente esse prato guarda essas características. Apesar de não ser uma posição oficial histórica, é um forte indicio pára o reconhecimento de detalhes particulares a cultura, tradição e indicio da religião, que embora não apareça tão latente, ainda guarda marcas e cicatrizes fortes na cultura.

Judeu do norte da Africa

Judeu do norte da Africa

Uma outra marca forte é o Berrante que em suma é igual ao instrumento usado tradicionalmente em guerras e na religião judaica, o Shofar. O berrante carrega características muito semelhantes ao Shofar. Especialmente o Shofar de chifre de antílope. A principal diferença entre o Shofar e o Berrante é que o berrante é produzido com o chifre de boi e o shofar é sempre produzido com chifre de carneiro ou de antílope e nunca de boi.

Referências:

  1. http://www.conversaojudaica.org/cultura.php
  2. http://www.beliefnet.com/Faiths/Judaism/2002/07/The-More-Jews-The-Better.aspx
  3. http://history.sffs.org/films/film_details.php?id=1636&searchfield=falasha

Ligações externas

Judeus Sefarditas

Sefarditas (em hebraico ספרדים, sefardi; no plural, sefardim) é o termo usado para referir aos descendentes de Judeus originários de Portugal, Espanha, etc. A palavra tem origem na denominação hebraica para designar a Península Ibérica (Sefarad ספרד ).

Os sefarditas fugiram das perseguições que lhes foram movidas na Península Ibérica na inquisição espanhola (1478 -1834), onde eram perseguidos pela Igreja Católica, dirigindo-se a vários outros territórios. Uma grande parte fugiu para o norte de África, onde viveram durante séculos. Milhares se refugiaram no Novo Mundo, principalmente Brasil e México, onde nos dias atuais concentram milhares de descendentes dos fugitivos. Os sefarditas são divididos hoje em Ocidentais e Orientais. Os Ocidentais são os chamados judeus hispano-portugueses, enquanto os orientais são os sefardim que viveram no Império Otomano.

Com o advento do sionismo e particularmente após a crise israeli-árabe de 1967, quando as minorias judaicas nos países árabes foram alvo de ataques, muitos dos judeus vivendo em países árabes foram viver em Israel, onde formam hoje um importante segmento da população, com uma tradição cultural diferente dos outros asquenazi.

Por isso, o termo sefardita é frequentemente usado em Israel hoje para referir os Judeus oriundos do norte de África. Entretanto é um erro referir-se genericamente à todos os judeus norte-africanos e dos países árabes como sefardim. Os judeus mais antigos destes países são chamados Mizrachim (de Mizrach, o Oriente), ou seja, orientais.

Houve importantes comunidades sefarditas nos países árabes, quase sempre conflitivas com as comunidades autóctones, sobretudo no Egito, Tunísia e Síria. São judeus hispanicos que quase sempre se opõem à qabbalá (cabalá) sefardita e mantêm um serviço religioso bem disciplinado e de melodias suaves. O rito ocidental é conhecido como Castelhano-Português.

Os Sefarditas foram responsáveis por boa parte do desenvolvimento da Cabaláh medieval e muitos rabinos sefarditas escreveram importantes tratados judaicos que são usados até hoje em tratados e em estudos importantes.

 

Tags: , , , ,