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Parashat hashavua – Emor – פרשת השבוע אמר

19 dez

B”H

A parasháh HaShavua é parashah Emor. Lembrando que alinharemos o estudo da Torah com o restante do judaísmo, já que não seguiremos mais o ciclo trienal, ao menos para estudos lineares tradicionais.

Entendimento de Toráh HaShavua

Chaverim é muito importante compreendermos o que de fato fala a Torah em cada parasha (que significa porção). Quero convida-los nesta parasha a pensar sobre alguns assuntos e se tiverem dúvidas, entrem em contato conosco. Há muitos assuntos interessantes que podemos explorar nesta semana, são eles o Azeite da Menoráh, seus significados e as mitzvot relacionados a ela. Alguns trechos como por exemplo a cortina e a sua relação com a luminária, bem como a arca da aliança. Há também um outro elemento que vemos na parasha shel shavua que são os 12 pães da presença e sua separação que é um assunto interessantíssimo. Estes elementos falaremos um pouco mais sobre eles mais a frente nesta semana, sendo assim continuem estudando e enviando suas dúvidas para nós.

Um assunto que iniciamos no último comentário, porém decidimos abordar novamente, porém sobre uma outra pespectiva, bem como buscar uma nova ótica é o Título da parashah que vi sendo usado em várias vezes ao longo dela e verifiquei que em outras porções temos outra maneira de comunicar basicamente a mesma coisa. Emor é traduzido como “falar”, ou “fala”, entretanto quero trazer uma outra possibilidade. Em algumas parashiot os p’sukim onde temos uma decaração de alguém, verificamos que por vezes usa-se medaber, ou devarah, que são aplicações da palavra Dvar, que significa palavra, nas expressões demonstradas a expressão seria “usar palavras”, ou simplesmente “falar”em seu sentido mais simples. Então o que seria Emor, ou algumas vezes L’mor? Seria quase o que declarar, ou proclamar, no sentido de fazer uma afirmativa, ou de certa forma, de maneira geral uma ordem.
Interessante ver sobre esse aspecto porque se formos ver por esse aspecto, podemos ver que HaKadosh Baruchu dá grande importancia ao que está sendo dito nesta parashah haShavua.

AZEITE PARA A MENORÁH
O azeite para a menorah deveria ser um Azeite Puro de Oliva, vamos explorar aqui um pouco do sentido literal e lingüístico da expressão. Creio que seja importante irmos a aspectos mais profundos as escrituras, porém sem compreendermos o sentido mais simples e puro acabaremos por nos perder dentro do entendimento bíblico.

Vayiqrah XXIV.2


צו את בני ישראל ויקחו אליך שמן זית זך כתית למאור להעלת נר תמיד

PURO
Chaverim  há um livro chamado “A pureza, a impureza e o mikvah” que fala sobre o entendimento da mikrah sobre os conceitos de purificação e impurificação retirados dos sef’rim. Entretanto, abordaremos de maneira simples e não tão explorados, porém será interessante para equilibrarmos e nivelarmos o assunto.

O passuk acima afirma que deve ser entregue “Shemen Zayit zakh”, ou melhor, azeite limpo, ou puro e claro. Aqui usa-se a palavra (זך) Zakh, porém poderia ser usada a palavra Tahor (טהר) que também significa puro. Porém podemos verificar que Tahor é o contraponto de Tumah (טמאה), que quer dizer impuro, ou sujo em seu sentido mais simples.  Porém o Zakh tem a ver com clareza, ou transparência, ou até mesmo no sentido de verdadeiro ou justo. Isso pode nos dar várias dicas de como HaShem quer nos demonstrar o sentido de pureza.

Nossos sábios entendiam o puro aqui como somente a primeira pensa. Eles entendiam que somente a parte mais preciosa do óleo, ou seja as primícias eram o óleo entendido por eles como kasher. O mais interessante que há um comentário que aparentemente ambos os óleos eram iguais a vista, então porque a halacha rabinica dizia que haveria diferenças entre um e outros óleo. Eu tenho a tendência de me ater a Torah escrita em detrimento da chamada Torah oral, porem devemos entender que era uma sociedade agraria e sendo assim quando se retirava  o óleo para a menorah possivelmente alguém poderia aproveitar para retirar o óleo para o comercio. Podemos imaginar que possivelmente alguém poderia separar primeiro o óleo para garantir seu sustento e alimento enquanto deixaria o óleo que era para HaShem, HaKadosh Baruchu para ser retirado depois. A Torah sempre nos informa que as primícias devem ser levadas ao Eterno, isso é um principio da Torah que HaShem nos deu. Os rabinos aplicaram um “código”, ou um principio aplicado nas ofertas, também ao óleo que era queimado diante do Kadosh Baruchu. O que isso nos ensina? Os rabinos entenderam o que o Eterno codificou a Moshé e fizeram uma aplicação geral ao principio. Podemos fazer o mesmo em tudo o que fazemos. Alguns já o fazem. Certa feita estive falando com uma Israelita e ela me disse que todas as roupas festivas ou especial ela primeiramente usava na comunidade, quanto prestava avodat HaShem. Achei muito interessante a aplicação do principio das primícias. Alguns israelitas antes de tirar o dinheiro do banco, primeiramente retiram os valores de ma’asser, tzedakah, ou algum valor para fins de gmilut chassadim. Enfim, esse é um principio de dedicação a HaShem, que aprendemos em toda a Torah e neste ponto reforçamos esta maravilhosa idéia.

AZEITE
A palavra hebraica para azeite é SHEMEN (
שמן) e tem ligação direta com uma outra raiz que poucos de nós por vezes paramos para pensar. A raiz de Shemen é Shem (שם), que em geral é traduzido como nome, e até pode ser traduzido como nome, todavia literalmente seria traduzido como “característica” ou “aquilo que parece-se com”. Outra palavra de mesma raiz que pode nos ajudar no entendimento é Sham (שָׁם), que significa lá, ou ali, expressando que as características de um determinado lugar estão em como o chamamos, ou em seu nome.

O que isso pode nos ajudar? O óleo, ou azeite, ou shemen é aquilo que tem características muito fortes. O Shemen é um elemento específico e característico no espaço tempo. Os antigos hebreus interpretaram no shemen características que fazem dele um lugar dentro de um dos elementos naturais. Além disso o Shemen tabém era usado para composição de perfumes, ou seja o Shemen adquire adjetivos, e propriedades de outros elementos quando entramos em contato com eles. Shemen era o diluente dos perfumes. Devemos ser como ele, puros no sentido de sermos transparentes e claros na presença do Kadosh Baruchu, além disso quando estivermos em sua presença devemos fazer o possível para adquirirmos os elementos que o caracterizam. Por isso que os nomes dos antigos hebreus mudavam, porque ao longo da vida eles tinham a capacidade de evoluir e ganhar novos atributos e características, fazendo-os melhores que foram anteriormente.

OLIVA
A palavra Zait (
זית) Significa Oliva, porém provavelmente venha da raiz Ziv (זו), ou Ziw, que quer dizer Brilho. Digo provavelmente, porque algumas palavras mais antigas do hebraico têm raízes pouco utilizadas. Ainda não parei para pesquisar por mim mesmo, porém concordo com os dicionários de hebraico que defendem esta derivação já que a maioria apresenta esta teoria. De fato observando as características da folha e do fruto da azeitona, podemos verificar que apresentam muito brilho e mesmo o óleo também denotam por só bastante brilho. Outros defendem que pode vir de Z’wah (זוּע) que significa vibrar, ou tremer violentamente, o que pode também ter possibilidade, porém tem mais a ver com as características de plantas em geral.

Bem, vamos analisar o texto e tentarmos aplicar o primeiro significado em as nossas vidas conforme temos aprendido. Bem Kadosh Baruchu nos informa que o óleo seja puro de Oliva, poderia ter escolhido qualquer outra planta ou dar outras características diversas a esta que ele mesmo apontou e por sua pré-ciencia preparou para que a usássemos para o Santuário. Porém a planta selecionada por justamente o Zait, uma planta que tem como característica refletir luz e HaShem dentro do Beit HaMikdash era representado basicamente com elementos de luz como a Menorah, como o Aron HaKodesh e etc. Sendo assim HaShem, HaKadosh Baruchu quer imprimir em nós o reflexo de suas características. Quer que nossos corações estejam prontos a refletir seu próprio brilho. Não sei se você já teve a oportunidade de ver um tonel ou uma poça repleta de azeite, mas podemos ver um reflexo de nossa imagem, bem como os brilhos luminosos ficam com características especiais e com cores amareladas como o azeite. É algo muito bonito. Creio que nós devemos estar sempre prontos a iluminar este mundo e sermos “‘Or HaOlam”, porque Israel deve ser luz para todas as nações e precisamos seguir as etapas de preparação para receber a Iluminação de HaShem.

LÂMPADA ACESA CONTINUAMENTE

“Para que haja lâmpada acesa continuamente, O final desse passuk nos mostra um outro principio, literal para o Beit HaMikdash, porém podemos entende-lo, não literalmente, mas de maneira interpretativa. Sei que muitos não gostam de textos interpretativos. Pois afirmam que estão fora de contexto, mas como já vimos o contexto original, não vejo problemas em aplica-los para os tempos atuais, embora no futuro alguém possa argumentar que os p’rushum usassem textos fora de contexto, é impossível aplicar algum texto nos tempos presentes, sem traze-los para a realidade atual e todos os grupos judaicos até hoje fazem isso.

(למאור להעלת נר תמיד) Lem’or l’ha’alot ner tamid, que significa “e a luz queimará continuamente”. Ner Tamid tradicionalmente é representada nas Sinagogas como uma lâmpada acesa em posicionada acima do Aron HaKodesh e que representa a Lampada de HaShem iluminando o estudo da Torah. O interessante é que aqui diz que a luz queimará de contínuo, mas o que quer dizer queimar? O interessante é que a palavra aqui é queimar, no sentido de consumir. É lógico que aqui temos o sentido literal, porém podemos extrair desta parasháh algo mais elevado. Elevando o sentido de queimar a lâmpada, podemos entender que no processo de iluminação diante de HaShem algo é queinado, e podemos entender interpretativamente como “investido em troca de…” ou “entregue para o fim de…”. Interessante é que ao queimar, “perde-se” o que se consome e tem como resultado a luz. Todas as nossas ações e especialmente o comprimento das mitzvot v’Chukim nos levam a “queimar” as nossas ações para que elas tenham por resultado a Luz de HaShem constantemente em nossas vidas. Por falar nisso, você já praticou uma mitzvah v’tzedakah hoje? Faça e queime mais uma boa ação para que esse mundo veja mais a luz de HaShem, HaKadosh Baruchu.

Envie esse estudo para alguém que precisa receber luz de HaShem, indique o site para um amigo e que mais pessoas cheguem ao comprimento das Mitzvot. Que HaKadosh Baruchu nos abençoe e continue nos guiando a todas as coisas.

©2012 – Ya’akov Benlev – Direitos autorais de propriedade intelectual assegurados em lei, para uso, solicitar ao autor.
Fonte: Kehilah Beit ‘Or – Brasil.
Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Rio Grande do Sul, Piabetá, Magé, São Gonçalo.
http://www.beitor.wordpress.com

Parasha hashavua Emor Parte 2

A parasháh desta semana é a parasháh Emor, segue o comentário semanal e espero que seja edificante. Durante este dia estaremos postando mais comentários semelhantes a este, fique atendo pois postaremos outros materiais para download.

Emor significa falar e tem a ver diretamente com as palavras do Kadosh Baruchu. Há muitos ensinamentos na parashah desta semana e é interessante que podemos extrair ensinamentos valiosos e elevados.

Dentro da temática de emor, podemos aplicar em nossas vidas a importância da fala e da sabedoria no uso da fala. Rambam certa vez nos deixou o escrito “Assim como um homem sábio pode ser conhecido através de sua sabedoria e seus traços de caráter, pois nisto ele se destaca do restante das pessoas, ele também será reconhecido por sua conduta”.

Emor é falar, mas bem mais do que explorar o órgão língua, é importante explorar o órgão vida. A existência é bem mais do que a fala vocal. Podemos aprender e muito com a linguagem do corpo, da audição e etc. Nossa vida toda fala. Por esse motivo entendemos que a vida e as ações falam bem mais do que simplesmente palavras. Para o nosso povo as ações falam bem mais do que as palavras, de fato nossas palavras são sempre ou devem sempre ser acompanhadas de ações.

Rambam entendia que as a conduta fala mais do que as palavras de alguém o que não significa que as ações devem se destacar das palavras, ao contrario um tzadik deve sempre levar seu discurso juntamente com suas ações. Hoje muitas das minhas decisões de seguir ou não alguém é bem mais de observar as ações e a ética do que o discurso, que muita das vezes pode ser falso. Devemos estar dispostos a entregar nossas vidas no que acreditamos e nos entregar a HaShem, Kadosh Baruchu, quem não está disposto a amar a HaShem acima de todas as coisas simplesmente esconde-se.

Sendo assim nosso discurso deve sempre acompanhar nossas ações.

©2012 – Ya’akov Benlev – Direitos autorais de propriedade intelectual assegurados em lei, para uso, solicitar ao autor.
Fonte: Kehilah Beit ‘Or – Brasil.
Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Rio Grande do Sul, Piabetá, Magé, São Gonçalo.
http://www.beitor.wordpress.com

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1 comentário

Publicado por em dezembro 19, 2012 em Sem Categoria

 

Uma resposta para “Parashat hashavua – Emor – פרשת השבוע אמר

  1. maria elza santos

    dezembro 21, 2012 at 11:58 am

    shalom muito obrigada pelos estudos

    Date: Wed, 19 Dec 2012 20:22:45 +0000
    To: elzinha45@hotmail.com

     

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