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Orgulho de ser nordestino – Judeus

22 abr

Hoje os moderadores do grupo que organizam as matérias e fomentam o grupo estiveram comentando como esse grupo tem ajudado famílias na reestruturação desse galho da arvore genealógica que algum tempo estava perdido. Foi comentado que por falta de conhecimento ou perda de identidade muitos tinham vergonha do sobrenome ou de uma tradição ou até mesmo de características físicas, mas que hoje depois da aceitação e do resgate das suas origens pode-se entender melhor de onde viemos e para onde vamos. Por muito tempo alguns da região sudeste ficavam com vergonha e escondiam as origens nordestinas.

Hoje é motivo de orgulho, padrão e modelo para o mundo. Muitos até então buscavam as origens judaicas em Portugal ou Espanha, mas depois de descobrir que de fato houve uma “limpeza étnica” e que os sephardic foram isolados no nordeste do Brasil, a identidade renasce e o orgulho de ser quem é remonta um espírito nacionalista e não busca mais pelo estrangeirismo. Não buscamos mais o reconhecimento de quem somos e perdemos o medo de se esconder. Uns poucos resistentes abrem os olhos daqueles que só ficam sabendo do resgate pelos meios de comunicação. Somos o que somos. Não somos portugueses, seus antepassados torturaram nossas famílias. O Brasil é nosso exílio.

Exílio esse que se tornou nosso lar e aos poucos tomam a primazia étnica como se eles fossem nossas origens. Nossa origem é Avraham (Abraão) e Guardamos nossas tradições, criamos outras e vamos continuar a espera da grande reunião, quando estaremos reunidos em Israel por Mashiach. Mesmo que alguns não retornem ao judaísmo, ainda sim seremos uma família judaica. Podem tentar escapar culturalmente ou religiosamente, mas no fim sabem quem são e retornaram em breve.

Recebemos noticias no blog que alguns já fazem reuniões e já voltaram a pratica do casamento entre os de mesma raiz familiar abandonando o medo tradicional que alguns tinham recebido por imposição da inquisição.

A Israel moderna, passa por problemas de disputa de terras, nós por opressão étnica e disputa pelas origens. Não importa se são Filisteus, palestinos, portugueses, turcos ou persas, a questão não é étnica. A questão é que os nomes mudam, mas os desafios permanecem os mesmos.  A inquisição portuguesa feriu de maneira muito forte os sefaradi a ponto de perdermos a noção de onde é a nossa origem e a ponto de não sabermos onde fica a ponta da corda para o retorno. Mas a resposta é simples. Simplesmente inicie pelo inicio e em casa. Depois o restante acontece.

Judeus de origem nordestina, do sudeste, do centro-oeste ou do sul. Não importa. Não há diferença se nossos nomes são em português, alemão, polonês ou em árabe. Não importa se nosso nariz é fino ou alongado, redondo ou pontudo. Não importa se fosse parece um Sefaradí ou um Azkenazi, você faz parte disso, você está junto conosco e não pode abandonar a causa pela ciência das origens do nosso povo e para onde vamos. Nosso coração é israelita.

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5 Respostas para “Orgulho de ser nordestino – Judeus

  1. Sérgio Maia

    março 7, 2011 at 5:21 am

    Este é realmente um exelente texto. Assim como você, tenho orgulho das minhas raízes Judaica/brasileira/nordestina. A ferida causada pela inquisição está cicatrizando, e aos poucos, ainda desconfiados, nossos irmãos voltam pra casa, para a tradições de nossos pais e para o D-us de Israel. Não há como fugir, nosso coração é Israelita.

     
  2. JEFFERSON

    janeiro 14, 2012 at 6:38 pm

    Como

    Olá irmãos judeus!! Adorei o comentário. Sempre estudei a questão e necessito de mais informações, principalmente música e livros. Jefferson Lima, judeu nordestino.

     
  3. Ana Iris Carneiro

    março 22, 2012 at 5:51 pm

    Eu Herdei o sobrenome Carneiro da minha mãe, e sempre tive muito orgulho dele, conhecer a história só aumentou meu orgulho. Sempre gostei de dizer que sou Carioca mas Filha de uma nordestina rsrsrs Tem coisa mais brasileira que ser misturado? Num tem…
    Quanto as características físicas… Os netos de Vicente Araújo Carneiro(meu avô), em sua maioria, são Loiros dos olhos castanhos e cabelos crespos, assim como o patriarca, e eu não sou diferente… rsrsrs Hoje em dia meus cabelos escureceram mas ainda é bem crespinho( só na frente rsrsrs)
    Amo ser Carneiro dos Santos! Beijão!

     
  4. Kátia Santos de Albuquerque

    outubro 2, 2013 at 10:45 pm

    Olá! Sou nordestina sim, da Paraíba, nascida no brejo em uma cidadezinha chamada Guarabira. Minha famíĺia assim como milhares aqui na região, são descendentes dos judeus espanhóis e portugueses. Minha família tem tanto pelo lado materno quanto paterno, os sobrenomes Santos, Silva, Melo, Castro, Henrique, Pereira, do sertão, do carirí também. Recentemente descobri sobre isto e não parei de pesquisar, e hoje entendo os meus sentimentos quanto a terra, quando criança, até há pouco tempo, sentia que aqui não era meu lugar e nem sabia o porquê, mas passei a compreender que a nossa alma não esquece a ligação com o Eterno e com Israel. Hoje sou assumidamente Bnei Anusin e tenho grande alegria e orgulho, no entanto, sou uma entre muitos, e estes muitos não aceitam a sua herança, quando a conhecem, mas a maioria nem faz ideia desta condição por grandes preconceitos históricos ao seu próprio povo….é triste para mim ver isto, pois preferem uma religião de costumes pagãos e idolatria do que deixar-se retornar ao Eterno, como D`us único.

    Rezo para que sejam despertados para o retorno a Israel! Shalom

     
  5. José Bonifácio Carneiro Céspedes

    maio 9, 2014 at 2:41 am

    Excelente o texto. Parabéns. Parabéns também aos que comentaram antes de mim. Muito legal. Eu já frequento o Centro Israelita do Paraná desde 1970. Faço parte do Coral Koleinu, Faço parte do grupo de teatro e frequento a Sinagoga Beeit Yaakov em Curitiba. às vezes dou umas incertas no Beit Rabat também, mas só de vez em quando. Morei o ano de 1978 inteiro e parte de 1979 em Israel para onde fui pelo programa de Ulpan da Sochnut (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_Judaica).
    No ano passado meu filho Bernardo foi pelo Hillel no Taglit *significa retorno). É isso aí, ouvi minha mãe contar quando eu tinha uns quatro anos de idade sobre a origem do nosso sobrenome Carneiro e nunca esqueci.
    Tão logo cresci busquei minhas raízes e a cada dia as aprofundo mais. Por outro lado, dizem que o nosso sobrenome era Cardoso Carneiro, sendo o Cardoso o do pai e quando no Brasil acabou ficando só Carneiro. No cemitério dos antigos da família, na antiga sede da fazenda dos meus antepassados, no norte de Santa Catarina estão diversos túmulos de gente com nomes bíblicos e o Cardoso Carneiro no final.
    Por outro lado também sou Céspedes, dos que foram “saídos” de Sefarad para colonizar a América do Sul e já desde 1537 existem relatos da bravura do soldado Céspedes que salvou a vida de seu comandante, ferido por um flechaço disparado por índios na subida do Rio de La Plata quando foram fundar Nuestra Senhora de La Asunción no Paraguai.
    E por aí vai, a História da família se confundindo, serpenteando e se mesclando com a própria história do continente.
    Shalom Tov Lekulam.
    José Bonifácio Céspedes
    boni@bonieasy.com.br

     

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