Crenças judaicas Sefarditas – ספרדים

 

 

 

 

Imagem de Judeu sefardita retirada do site flickr

Imagem de Judeu sefardita retirada do site flickr - Foto meramente ilustrativa.

 

 

 

 

 

 

Prosseguindo com os relatos em relação as origens e o estudo das crenças do judaísmo. É muito difícil hoje falar sobre crenças e tradições judaicas sem antes observarmos um fato interessante que ocorre com nosso povo. Temos uma variedade grande de crenças talvez maior que o nosso numero de Etinias. Já dizia um ditado antigo, dois Judeus, quatro opiniões… – não 5! – Louco! são 12! E assim vai. Como essa revista é dirigida por sefarditas, preferimos defender as opiniões sefarditas.

 

Está muito em alta hoje em dia falar sobre reencarnação em nossas rodas de conversa. E ficamos com diferenças de opinião quanto a isso, até por que a grande maioria do material Judaico que se tem acesso é azkenazi e a crença judaica na reencarnação em grande maioria provem da parte dos azkenazim e não dos sefaradim. Mas de onde veio a crença na Reencarnação. Sem contestar as revelações posteriores, na Toráh não há uma revelação ou conhecimento que HaShem, bendito seja ele , tenha dado a seu povo. Na verdade Os relatos mais antigos vieram de outros povos como os povos pais dos Hindus e dos Egípcios que não deixam de ser povos pós hebreus ou povos filhos dos Hebreus. Mesmo assim quando vemos Sefer Chanoch verificamos que alguns segredos Celestiais foram dados aos homens pelos Sentinelas que se macularam com as mulheres dos homens. Esses shedim deram aos homens o conhecimento de artes mágicas e como adquirir poder da lei natural da Elohut Leis que foram criadas por HaShem, mas que não haviam sido reveladas. Hoje conhecemos algumas, um grande exemplo é a gravidade. 

 

Pela tradição Sefardita não cremos na Reencarnação como uma fonte fiel de caminhar, até por que, como já vimos alguns homens não evoluem justamente por crerem que podem fazer isso em uma próxima vida. Outro fato é que se alguém consegue consultar os mortos, mesmo que se passe muito tempo depois de sua morte, reencarnação passa a não existir. Fora isso também temos o fato de se cremos em reencarnação, cremos também que raças e classes sociais devem se manter distantes e não devemos interagir na ajuda, por que se alguém sofre por ter feito algo errado, essa pessoa deve pagar justamente pelo que cometeu e ajuda-las seria interferir na justiça e a nossa magnífica Toráh nos instrui a ajudar o próximo. Se ajudar o próximo é atrapalhar a justiça em algum caso, isso iria contradizer a Toráh que nos ordena tzedakáh e diz que ela é ajudar o caído. Bem existem também outros casos que mostram comprovações entre a reencarnação e a Toráh e como existem pós e contras, decidimos não dar uma opinião concreta, mas mesmo assim, mantemos a crença de apenas uma vida, por que A vida é HaShem e se HaShem é Echad a vida também e Echad. Outro fato é que damos prioridade ao que a Toráh nos dá a entender, mesmo que ela não diga diretamente. Por exemplo Mashiach, a Toráh fala sobre mashiach, mas é no Tanach que encontramos mais detalhes sobre o seu advento. Fora isso na Toráh e na tanach não falam nada sobre reencarnação. provavelmente a crença na reencarnação judaica veio dos protestantes da Europa que tiveram contato com os Azkenazim. O serviço azkenazim é muito parecido com o Serviço das Igrejas cristãs da Alemanha, Áustria e Polônia, pois nesses lugares os ritos são mais cerimoniais. já para os Azkenazim a festa e uma exagerada gritaria algumas fezes se faz mais presente. Assim acontece em todos os movimentos Semitas até mesmo com os árabes.

 

Crer ou não crer em reencarnação não é uma mitzváh, mas é arriscado abrir uma porta para uma crença que não seja de uma fonte 100% judaica. Até mesmo atos de magia não devem ser incentivados apesar de crermos na cabala ksher. Devemos ficar com olhos atentos e estar constantemente aprendendo e procurando informações de onde vieram as coisas, justamente para não deixar que o estrangerismo nos domine.  Para um Sefardita é preciso ter em mente uma coisa, não pense muito sobre o que há de ser na outra vida, se preocupe em viver o máximo dentro da Toráh essa vida seja exemplo dos fieis, se nossa justiça não esceder e muito a justiça de um sofer e de um chassid, como pretendemos participar do tikum Olam e sermos merecedores do Malchut. Faça o possível aqui nessa vida, ajude outros a evoluírem nessa vida, você pode ser punido por viver desleixadamente, essa vida e pode não receber outra por desprezar o presente dessa e se levar outros a despreocupação com essa mesma vida, pode ser responsável por não dar chance de evolução para outra vida. Portanto estude a Toráh, mais que nossos sábios saibam o que estavam falando e tragam formas místicas para chegar a HaShem, devemos entender que na Toráh está a sabedoria e a base para toda a vida e se existirem, as outras também.

Judeus Sefarditas – jewish sephardic – ספרדים

Judeus Sefarditas - jew sephardic

 Foto meramente ilustrativa.

 

 

 

 

Judeus Sefarditas

 

De fato o Brasil é um país filho de Avrahan (Abraão). O que a História popular insiste em não comentar são os Sefarditas e vez ou outra um leve comentário sobre os mouro-árabes. O fato de acreditarem que o Brasil foi descoberto somente por Branco portugueses e negros, faz com que haja uma perda da identidade como raça e povo. Não estamos falando de racismo, estamos falando da barreira natural da identidade. O judeu não é branco, ou negro, ou moreno, judeu é judeu. Seja ele Azkenazi, sefardi, Mizraí, falasha e etc. Dentro da raça judaica existem Etnias e sempre mantemos o nosso respeito pelas Etnias Judaicas. Respeito deve sempre haver, e saber quem é, de onde veio, ajuda o indiviuo na caminhada para onde vai.

 

No Brasil existe um desenfreado crescimento da mistura racial que não existe em nenhum lugar do mundo, não com a mesma intensidade. Isso porque no Brasil havia uma barreira racista, essa barreira impedia que os Escravos se tornassem iguais aos livres. Depois da quebra dessa barreira, e com a falta de conhecimento da raiz Brasileira, criou-se algumas idéias gerais, chamadas de censo comum. Segundo o censo comum popular, não existe brancos no Brasil, por que se vem um Europeu alemão, por exemplo o cabelo, a cor e tudo remonta a Europa branca ariana. Outra idéia muito comum aceita pela maioria é a idéia de que passou de branco negro é, isso sem levar em conta as etnias que formaram o Brasil. Bem se levarmos em conta que os Judeus que vieram para o Brasil em sua maioria vieram da Ásia menor e de países árabes, que depois de buscarem refugio na Espanha medieval, foram expulsos para Portugal e deixando para traz os que poderiam se disfarçar com o povo local. E para o Brasil foram enviados os que racialmente lembravam muito os judeus medievais ou pré-medievais. Esses foram expulsos para o Brasil e buscaram refugio nos sertões e agrestes brasileiros. Lembrando que Pernambuco, Ceará e minas foram berço do cripto-judaísmo no Brasil. A cultura sertaneja também tem uma grande proximidade com a musica modal sefardita e as roupas são muito próximas as roupas festivas dos judeus do Yemen. Todos esses fatos só servem para comprovar que o Brasil é filho de Avrahan (Abraão) e que preservaram se não tudo pelo menos parte da cultura deixada pelos nossos antepassados. Os Semitas do Brasil, Aos poucos retomam suas forças na saída do cativeiro de Mitzraim (Egito) e sai, mesmo que se arrastando do agreste e o deserto desse imenso Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

Judeus sefaraditas ( Judeu de origem Hispano-portuguesa), sefaradim ou sefarditas do nordeste e nordeste do Brasil? – ספרדים 犹太

imagem do dicionário com a comprovação de nossa origem do nordeste do brasil.

imagem do dicionário com a comprovação de nossa origem do nordeste do brasil.

Por muito tempo havia no Brasil o mito que de que os Judeus de origem hispânica e portuguesa seriam portugueses, mas o fato de terem nacionalidade portuguesa não significa que devam parecer com Portugueses tradicionais, mas com Judeus. Aos poucos o preconceito tem diminuído a esse respeito e os Judeus Sefaraditas tem se assumido e ocupado seu lugar familiar. Mesmo não obtendo grande aceitação na comunidade azkenazim e em algumas comunidades sefaraditas (de origem fora do Brasil) os Sefarditas do chamado Cripto-judaísmo tem estudado e formado nos seus ventres familiares no quarto de shabat em suas casas, no escondido o seu judaísmo. Nem sempre, pelo que vi, esse cripto-judaísmo é Judaísmo de fato, mas parte da tradição , o que não tem menor valor por isso, pois dá aos filhos e família uma base cultural que dá a possibilidade a seus filho de RETORNO. Que o Eterno ajude aos Carneiro e a outros sefarad no Brasil em sua caminhada.

Judeus - Albert Einstein

Albert Einstein – Judeu de origem Alemã naturalizado Americano.

Sobrenome da família carneiro – A Origem da família e suas raízes.

Sobrenome da família carneiro – A Origem da família e suas raízes.

sefarad

Será postado, em breve, um estudo mais apurado. Hoje as informações que temos ainda são vagas e em breve chegarão novos materiais de pesquisa e um mapa de como chegar aos dados recolhidos. Mesmo assim esse post, mesmo não tendo uma gama muito grande de informações, será de grande valia para regar de conhecimento básico e de curiosidade para ajudar a alma da família a encontrar ou retornar a suas raízes.

A família Carneiro é formada basicamente por Judeus da Espanha que viveram a era de ouro do Judaísmo durante a diáspora na península Ibérica. Segundo conta a tradição, a Espanha era abrigo para muitos judeus de vários lugares e foi o refúgio do judaísmo durante a diáspora. A Espanha era até tratada por muitos desses judeus, conhecidos como sefarad, como sendo sua própria casa e com um carinho especial, como sendo extensão de Jerusalém. Mesmo assim, com a intolerância da Igreja Cristã, os judeus sefaradim oriundos de vários lugares, foram expulsos da Espanha para Portugal, alguns ainda retornaram para o norte do Marrocos, outros permaneceram em Portugal e sofreram o processo inquisitório do “Santo Oficio”.  A inquisição católica considerava crime a prática do judaísmo  sendo punido com a morte. Como para o Judaísmo, nada no homem, propriamente dito, é mais importante do que a preservação da vida, muitos se esconderam, sendo cristãos nominais e vivendo as escondidas um cripto-judaísmo. Chamados então de Cristãos-novos os judeus não podiam nem falar de suas origens. Mesmo sem status, tinham que provar o seu valor entre os cristãos. E como os judeus sempre foram excelentes navegadores e conhecedores de astros e pontos cardeais foram muito utilizados nas navegações portuguesas. Os que poderiam se misturar com o portugueses ficaram em Portugal. Os que tinham mais dificuldade de se misturar pela aparência física e pelo preconceito latente, foram enviados para o Brasil. Desses, poucos se arriscavam a viver judaísmo. Os que se arriscavam eram julgados e mortos. No nordeste durante muito tempo ainda se respeitava o shabat, mas era muito difícil sem a ajuda fazer o devido retorno. Para proteger os filhos muitos judeus não contavam as histórias para as crianças, mas transmitiam as tradições sem dizer o porquê e depois de algum tempo transmitiam alguns segredos aos filhos homens mais velhos. Crianças sempre falavam e arriscavam a vida de toda uma família. A tradição de permanecer entre famílias é vista até hoje no nordeste do Brasil onde os Bezerra, os Seixas, os Lopes e os carneiros dão em casar preferencialmente a essas famílias em algumas cidades de Pernambuco e Ceará. Os Sefarad (sarará) escondem suas origens entre simplicidade e união entre as famílias.

Como os judeus tiveram seus bens confiscados pelo governo Espanhol e Português, era difícil sair do Brasil. Uma pequena parte, que conseguiu vender seus bens, fugiu para Nova Amsterdã (EUA). Mas a Grande maioria dos sefaradim foram para os Sertões e agrestes do Brasil, remontando assim o ambiente do Egito onde outrora, também éramos cativos. Algumas famílias Sertanejas de Cidades Isoladas do Nordeste e Minas gerais ainda guardam a tradição de casarem entre os primos e famílias amigas, uma arma para a proteção dos Sefaradim. Alguns já estão retornando por que guardavam algumas informações da tradição, outros só guardam os costumes. A verdade é que a Alma Judaica sempre vai sentir falta do Eterno e do Judaísmo. E Muitos  sofrem sem saber sua herança. A história ainda está sendo Escrita. Como vai terminar? Não sabemos. A única coisa que sabemos é que ninguém pode dar margens a um futuro, se não conhecer seu passado.

NOTA: esse blog tem a intenção de ser uma revista que relata questões de tradição familiar e embora tenhamos contato religioso e cultural, não representamos nenhum órgão oficial. Até porque a grande parte dos órgãos oficiais que tratam desse assinto são Azkenazim e não sefaradim. As informações aqui pautadas são de fontes históricas e tradicionais e não tem intuito de ser verdade absoluta. O que podemos fazer é unir a família e tentar ajudar aos nossos que estão espalhados a se reunir novamente. Quanto a preocupação de credo, política e outros detalhes, não nos importa muito. O que mais vale é a teshuvah (retorno/ conversão) escondida em um quarto dentro de sua casa no shabat, do que uma vida de judaísmo aberto e sem aceitação. Judaísmo é vivido no coração da família, no aprendizado, no guardar mandamentos e amor a HaShem (o Eterno). Lembre-se sempre que a Esnoga está dentro da sua família. Entregar a tradição a um filho e ensina-lo a honrar ao Eterno com o que ele nos pediu na torah é a melhor coisa que um pai e uma mãe pode fazer por ele. Pense nisso.

Procure conhecer e andar nos mandamentos antes de procurar um órgão só para dizer que é judeu. Conheça sempre mais, e procure andar segundo a obediência do Eterno. Mais do que as tradições, tudo começa com um coração obediente.

Que HaShem abençoe a todos. Espero ter ajudado com as informações que muitos estavam solicitando. Shlam.

FONTE: www.bneianussim.wordpress.com

 

Lopez (lopes) d’Almeida

Head of the embassy sent by Alfonso V. of Portugal to Pope Sixtus IV., in the year 1472. His mission was twofold: to congratulate the pope upon his accession, and to inform him of the king’s victory over the Moors of Arzilla, in Africa. Don Isaac Abravanel, who was prominent at the court, endeavored to induce the embassy at the same time to plead with the pope in favor of the Jews. He wrote to his Italian friend, Yeiel of Pisa, to perform all possible kindly offices toward Lopez d’Almeida and to win his good-will by impressing upon him the gratification of the Italian Jews at the generous attitude of Alfonso toward their coreligionists. The success of Abravanel’s effort is doubtful (see Sixtus IV.).

Bibliography: De Pina, Cronica de Affonso V., ch. 168;
Carmoly, Biographie der Jachjiden, p. 68;
Grätz, Gesch. d. Juden, 3d ed., viii.
328.H. G. E.

 

Imagem da Enciclopédia Judaica americana. Sobre Lopez D’Almeida

Imagem da Enciclopédia Judaica americana. Sobre Lopez D’Almeida