Holocausto – Inquisição – Milhões de mortos – Idas e vindas das memórias de um povo – ספרדים

 

Grupo de Judeus Sefarditas (Sefaraditas) do Iemen. Imagens meramente Ilustrativas. Fonte - Flickr

Grupo de Judeus Sefarditas (Sefaraditas) do Iemen. Imagens meramente Ilustrativas. Fonte - Flickr

Lembra-se muito do holocausto mais recente que nosso povo sofreu, mas muitos não fazem a menor questão de lembrar as famílias mortas na inquisição, mulheres estupradas e crianças sendo roubadas de seus pais. Fora as proibições e torturas, os roubos e a violência que otho Ysh fez nosso povo sofrer, e muitos sofrem nos dias atuais por falta de comida, pão, estudo, falta de um teto, água e saneamento, herança dos castigos da inquisição. Não lembrar da inquisição, em uma época como essa, é não se lembrar das dores, das vitórias, e acima de tudo, é esbofetear o rosto de ya’akov, não lembrando de seus filhos perdidos. Honramos Lia, e isso não é errado, mas ya’akov deixa de ser honrado quando nos esquecemos que os bnei ysrael voltarão. Essa é a promessa que nos enche de força e Alegria.

Até quando vamos sofrer com o esquecimento e as dores de uma história que não quer ser enterrada, mas também é empurrada para o fundo das covas de mortos em suas lembranças? Zog marano! As lágrimas nas noites escuras, a dor de país que abandonam suas crenças, seus ideais, seus bens para guardar a vida de seus filhos e esposa. Mulheres estupradas, crianças mortas e separadas de seus pais, tudo em nome de um Dyeus. Câmaras de torturas intermináveis para extrair uma convicção, ou rejeição de suas crenças e povo, não, eles não queriam a morte e a “limpeza” étnica, eles queriam o sofrimento e uma suposta vingança. Eles queriam tirar o dinheiro, os bens, o conhecimento. Eles queriam que eles se convertessem e aceitassem sua verdade.

É fato comprovado que foram 9 Milhões de mortos na inquisição, contra 6 milhos de mortos no Holocausto. Porque lembrar do holocausto de 6 milhões e não lembrar da inquisição de 9 milhões? Por que não tentar ouvir os clamores de pais que ouviam seus filhos sendo levados de seus braços e de suas esposas sofrendo tortura.

6.000.000, 9.000.000 de mortos! seis milhões de mortos, nove milhões de mortos! Morte é sempre morte, sacrifício de vidas, devem ser lembrados de mesma maneira e honra, ou então, será apenas uma “limpeza” Étnica sobre outra!

Que não haja Holocausto das nossas memórias.

Devemos lembrar, para não mais acontecer!

Fonte: www.bneianussim.wordpress.com

Judeus Sefarditas – Origem das familias Almeida e Gutierrez – ספרדים

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu físico, pensador e filósofo.

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu físico, pensador e filósofo. Alemão, radicado nos Estados Unidos ficou muito conhecido pela famosa teoria da relatividade.

Almeida

A família Almeida se origina na nobreza portuguesa. O primeiro a receber o nome, e

portanto o fundador da família, foi Payo Paes Guterres. O nome Almeida vem do

castelo de Almeida (na região homônima.) Almeida deriva do árabe “Al Majida”, que

significa morada gloriosa (referência ao castelo.) Com a conquista da terra por parte de

Guterres, os portugueses adaptaram o nome, que passou a se chamar “Castelo de

Almeida”. A família Almeida, portanto, tem origem na família hispânica Gutierrez.

Gutierrez

A família Almeida, como vimos, deriva da família Guterres, forma aportuguesada do

espanhol Gutierrez. Há diversas variações gráficas para esse nome: Gutiérrez,

Gutierrez, Guter, Butre, Gutier, Wittier, Gutierre, Guterre, Guterres, Gut, Goter,

Gauter, Gualter, Galter, Gulter, Baltar, Boltar, Belter, Gutérriz, Guterriz, Gotérriz,

Goterriz, Guteres, Gútrez, Gutrez, Gutérrez, Guterrez, Gottreich, Baltériz, Balteriz,

Baldériz, entre outros como a forma inglesa “Goodrich”. Todos pertencentes à

mesma família, cuja origem está nos judeus perseguidos pelos visigodos, povo de

origem germânica que emigrou do leste europeu.

Dentre os visigodos na Espanha, havia forte presença judaica: “Em todos os eventos, os

judeus estavam na Espanha juntamente com os romanos antes de 409; e cerca de um

século depois, quando havia apenas um reino visigodo na Espanha, os judeus lá

estavam, distribuídos ao longo do país em numerosas congregações, como antítese

aos cristãos bárbaros, celebrando seus próprios Sábados, e festivais, circuncidando

seus filhos, solenizando o casamento segundo o costume judaico, e observando

estritamente as leis dietéticas, e até mesmo ocasionalmente convertendo escravos

pagãos ao Judaísmo.” (Dr. Julius Fust, “Do Oriente”)

Com a invasão dos visigodos, os judeus foram brutalmente perseguidos, e forçados a

se converterem, e a abandonarem sua fé. “Aqueles que permaneceram judeus apesar

de todo o seu sofrimento [o rei dos visigodos] interditou a celebração da Páscoa, dos

Sábados, e de outras festas… se tornariam escravos e perderiam suas posses…. [mas]

obteriam sua liberdade caso se convertessem.” (ibid)

As famílias Gutierrez e Almeida (na realidade, a mesma família), portanto, estão entre

as primeiras famílias de origem ibérica a se tornarem cripto-judias, pertendo sua

identidade.

Judeus sefarditas – Cultura e povo que não quer morrer – Judeus morenos de cabelos crespos? – ספרדים

 

 

Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.
Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein – Judeu e Cientista.
Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista/físico.

Os Judeus de cabelos crespos

 

 

Diante de tantos questionamentos de como é a raça Judaica e como pode alguns Judeus terem cabelo liso e pele claríssima, enquanto outros têm cabelo Crespo e serem morenos, e até mesmo cabelo muito crespo e serem negros, a resposta é a seguinte, Leia a história e os processos que levaram os Judeus a se espalharem pelo mundo. Esse é um tema muito longo que não dá pra falar em um comentário casual de uma revista virtual que é funcionalmente para ser lida em intervalos e momentos de pesquisa rápida. Essa revista, totalmente grátis e sem envolvimento com um grupo ou uma instituição, é somente um informativo e um meio de regar algumas famílias, já interadas no que é judaísmo, a obterem respostas que a tradição recebida de seus pais não lhes deu.

 

Então o que são os Judeus? Judeus são árabes ( no sentido mais geral da palavra ),  semitas como todos os árabes filhos de Shem (SEM um dos filhos de Noach (Noé)). A história semita mostra que todos eram um povo só, mas que dentro desse povo o Eterno disse para um grupo se separar e dentro dele outro e outro e assim chegamos aos Judeus. Com o ódio crescendo ao seu redor e com a expulsão de seu território inicial, os judeus foram se espalhando pela Europa, Ásia, África, Península Ibérica e Américas. Isso ocorre a quase Dois Mil anos ou mais.

Com o grande rigor de normas familiares de casamento, mas com pequenas restrições e com as conversões ocorridas na Europa, Os Judeus se misturaram com outros povos e hoje estão se agrupando em Eretz Israel (terra de Israel,  hoje um estado Civil).

 

Ao contrário do que a história oficial apresentada até hoje, que diz que o Brasil foi colonizado por Brancos portugueses e por negros, recentes  informações, não tão recentes assim, afirmam que o Brasil foi colonizado por Brancos portugueses, Judeus Hispânicos, Judeus Portugueses, Negros, Árabes e Afro Árabes.

 

Ou seja, nossos conceitos de Brancos e negros e raças no Brasil é totalmente Confuso, por que até então, não tínhamos nenhumas dessas informações, ao menos ao público geral e grande massa.

Por esse motivo no Brasil é um dos únicos lugares no mundo em que a barreira racial (Essa barreira referida não é racismo, mas uma noção exata de quem o individuo é e a ligação com seus iguais), quase não existe. O que não significa que não existe racismo, ao contrário, em grande maioria somos todos muito superficiais no julgamento racial e nem sabemos ao certo como nos relacionar com essas novas informações, isso sendo muito amplo e não especifico na generalização.

 

Na Espanha por exemplo sabemos que Ela era a segunda casa de nosso povo na GALUT (diáspora), pois vivíamos em paz e em convivência harmoniosa com Cristãos e Muçulmanos. Fora isso, Judeus espalhados pelo mundo poderiam encontrar na Espanha um refugio e abrigo com seus irmãos. Por isso algumas características de judeus de várias partes do mundo se reúnem no Brasil. Segundo a teoria da tradição de algumas famílias sefaradi, que são poucas as que guardam memórias desses tempos diga-se de passagem. Parte das famílias da Espanha foram lançadas para Portugal, que na recém descoberta da terra prometida lançou para o Brasil os que teriam dificuldades de formarem povo e famílias mistas com os portugueses, fora a intolerância dos que visivelmente ainda tinham características, tanto judaicas como Árabes. Desses, grande parte foi lançada para os Sertões, agrestes e lugares isolados. Seu dinheiro foi roubado, Suas famílias viveram um holocausto “sem fim”, seus livros queimados, sem direto ao estudo, a identidade e sem seus bens. Qual é o reflexo disso nas sociedades dos interiores, agrestes e sertões do Brasil? veja a densidade demográfica e veja que os descendentes de um povo grande e poderoso ficou sem seu direito mais poderoso, suas raízes e seu estudo.

 

Com muito custo aos poucos a alma judaica está se despertando e chegando a maturidade e o conhecimento de quem ela realmente é e com isso estamos chegando a uma era em que se manifestará. Portanto Nordestinos, sertanejos, Agrestinos tem um orgulho a ser percebido. O centro de cultura nordestina podemos fechar os olhos e ouvir a boa musica do oriente, que só precisa ser bem peneirada e encontraremos bons tesouros ali.

Crenças judaicas Sefarditas – ספרדים

 

 

 

 

Imagem de Judeu sefardita retirada do site flickr

Imagem de Judeu sefardita retirada do site flickr - Foto meramente ilustrativa.

 

 

 

 

 

 

Prosseguindo com os relatos em relação as origens e o estudo das crenças do judaísmo. É muito difícil hoje falar sobre crenças e tradições judaicas sem antes observarmos um fato interessante que ocorre com nosso povo. Temos uma variedade grande de crenças talvez maior que o nosso numero de Etinias. Já dizia um ditado antigo, dois Judeus, quatro opiniões… – não 5! – Louco! são 12! E assim vai. Como essa revista é dirigida por sefarditas, preferimos defender as opiniões sefarditas.

 

Está muito em alta hoje em dia falar sobre reencarnação em nossas rodas de conversa. E ficamos com diferenças de opinião quanto a isso, até por que a grande maioria do material Judaico que se tem acesso é azkenazi e a crença judaica na reencarnação em grande maioria provem da parte dos azkenazim e não dos sefaradim. Mas de onde veio a crença na Reencarnação. Sem contestar as revelações posteriores, na Toráh não há uma revelação ou conhecimento que HaShem, bendito seja ele , tenha dado a seu povo. Na verdade Os relatos mais antigos vieram de outros povos como os povos pais dos Hindus e dos Egípcios que não deixam de ser povos pós hebreus ou povos filhos dos Hebreus. Mesmo assim quando vemos Sefer Chanoch verificamos que alguns segredos Celestiais foram dados aos homens pelos Sentinelas que se macularam com as mulheres dos homens. Esses shedim deram aos homens o conhecimento de artes mágicas e como adquirir poder da lei natural da Elohut Leis que foram criadas por HaShem, mas que não haviam sido reveladas. Hoje conhecemos algumas, um grande exemplo é a gravidade. 

 

Pela tradição Sefardita não cremos na Reencarnação como uma fonte fiel de caminhar, até por que, como já vimos alguns homens não evoluem justamente por crerem que podem fazer isso em uma próxima vida. Outro fato é que se alguém consegue consultar os mortos, mesmo que se passe muito tempo depois de sua morte, reencarnação passa a não existir. Fora isso também temos o fato de se cremos em reencarnação, cremos também que raças e classes sociais devem se manter distantes e não devemos interagir na ajuda, por que se alguém sofre por ter feito algo errado, essa pessoa deve pagar justamente pelo que cometeu e ajuda-las seria interferir na justiça e a nossa magnífica Toráh nos instrui a ajudar o próximo. Se ajudar o próximo é atrapalhar a justiça em algum caso, isso iria contradizer a Toráh que nos ordena tzedakáh e diz que ela é ajudar o caído. Bem existem também outros casos que mostram comprovações entre a reencarnação e a Toráh e como existem pós e contras, decidimos não dar uma opinião concreta, mas mesmo assim, mantemos a crença de apenas uma vida, por que A vida é HaShem e se HaShem é Echad a vida também e Echad. Outro fato é que damos prioridade ao que a Toráh nos dá a entender, mesmo que ela não diga diretamente. Por exemplo Mashiach, a Toráh fala sobre mashiach, mas é no Tanach que encontramos mais detalhes sobre o seu advento. Fora isso na Toráh e na tanach não falam nada sobre reencarnação. provavelmente a crença na reencarnação judaica veio dos protestantes da Europa que tiveram contato com os Azkenazim. O serviço azkenazim é muito parecido com o Serviço das Igrejas cristãs da Alemanha, Áustria e Polônia, pois nesses lugares os ritos são mais cerimoniais. já para os Azkenazim a festa e uma exagerada gritaria algumas fezes se faz mais presente. Assim acontece em todos os movimentos Semitas até mesmo com os árabes.

 

Crer ou não crer em reencarnação não é uma mitzváh, mas é arriscado abrir uma porta para uma crença que não seja de uma fonte 100% judaica. Até mesmo atos de magia não devem ser incentivados apesar de crermos na cabala ksher. Devemos ficar com olhos atentos e estar constantemente aprendendo e procurando informações de onde vieram as coisas, justamente para não deixar que o estrangerismo nos domine.  Para um Sefardita é preciso ter em mente uma coisa, não pense muito sobre o que há de ser na outra vida, se preocupe em viver o máximo dentro da Toráh essa vida seja exemplo dos fieis, se nossa justiça não esceder e muito a justiça de um sofer e de um chassid, como pretendemos participar do tikum Olam e sermos merecedores do Malchut. Faça o possível aqui nessa vida, ajude outros a evoluírem nessa vida, você pode ser punido por viver desleixadamente, essa vida e pode não receber outra por desprezar o presente dessa e se levar outros a despreocupação com essa mesma vida, pode ser responsável por não dar chance de evolução para outra vida. Portanto estude a Toráh, mais que nossos sábios saibam o que estavam falando e tragam formas místicas para chegar a HaShem, devemos entender que na Toráh está a sabedoria e a base para toda a vida e se existirem, as outras também.