Encontro da Familia Carneiro

Esse encontro não é oficial da familia, mesmo assim é incentivado e divulgado para que outros façam o mesmo.

Amazônia, terra prometida – Reportagem Revista Veja

Vida brasileira
Amazônia, terra prometida

A história dos judeus sefarditas que
emigraram para o Pará e o Amazonas


Leonardo Coutinho

Octavio Cardoso
A FAMÍLIA BARCESSAT
O clã do engenheiro Isaac Barcessat, de 74 anos (no círculo branco da foto acima), foi dos poucos que conseguiram manter as raízes judaicas intactas. Barcessat é neto de sefarditas marroquinos que imigraram para o Pará no século XIX. Seu avô, Fortunato Athias, começou a vida no Brasil em 1880, fabricando cachaça. Depois, tornou-se dono de um seringal e, finalmente, estabeleceu-se na cidade de Breves, no Pará. Lá, nasceu Ana, a mãe de Barcessat (no círculo branco da foto abaixo).
Arquivo pessoal
NESTA REPORTAGEM
Quadro: As ondas de imigração judaica

O Brasil recebeu cinco ondas de imigração judaica. A primeira ocorreu em 1630, quando Pernambuco foi tomado pelos holandeses. Nos 24 anos de dominação holandesa no Nordeste, eles fundaram a primeira colônia hebraica e a primeira sinagoga na América. Sob um governo de tolerância religiosa, os judeus chegaram a constituir 50% da população “branca” pernambucana nesse período. Com a derrota dos holandeses, os judeus perderam seus negócios. Expulsos, ajudaram a fundar Nova Amsterdã, hoje Nova York. Dessa fase, sobraram apenas as ruínas da sinagoga pernambucana. A segunda leva deixou marcas mais profundas, embora não aparentes. No início do século XIX, judeus marroquinos emigraram para a Amazônia. Eles foram atraídos pela promessa de liberdade de culto e por uma campanha publicitária internacional feita pelo governo da então província do Grão-Pará. Em 1880, chegaram a Manaus. A assimilação desses sefarditas (como são chamados os judeus do norte da África) foi tamanha que, atualmente, a proporção de descendentes de judeus entre a população “branca” da Região Norte é a maior do país.

Ricardo Oliveira
UM RABINO QUE VIROU SANTO
Em 1908, rabinos marroquinos enviaram um representante, Shalom Emanuel Muyal, para fiscalizar o cumprimento das regras judaicas pelos imigrantes na Amazônia. Muyal morreu dois anos depois. Ninguém sabe o motivo pelo qual ele ganhou fama de milagreiro entre os católicos de Manaus. Seu túmulo é alvo de peregrinações

Uma investigação genética dos brasileiros feita pela Universidade Federal de Minas Gerais mostra que 16% da população da Amazônia que se declara “branca” tem algum judeu entre seus antepassados. É uma proporção muito maior do que a exibida por São Paulo, onde vivem 60% dos 120.000 judeus brasileiros, ou por Pernambuco, estado no qual essa cifra não supera 2%. A razão para haver tantos descendentes de judeus na Amazônia se deve a uma peculiaridade. Nos primeiros anos do século XIX, praticamente só entraram no Brasil sefarditas do sexo masculino. Os mais ricos conseguiram abrir lojas de secos e molhados em Belém e outras cidades da região. A maioria, porém, adotou a profissão de regatão, como é conhecido o caixeiro-viajante que troca mercadorias industrializadas por produtos da floresta, como látex e peles de animais. Os regatões sefarditas só traziam a família para o Brasil ou se casavam com judias depois que acumulavam dinheiro. No meio-tempo, faziam como os portugueses: amancebavam-se com índias, caboclas e até mesmo mulheres brancas católicas.

Roberto Setton
A SINAGOGA DE BELÉM
A capital do Pará abriga o templo mais antigo em funcionamento do país. Inaugurado em 1824, só foi precedido pela sinagoga fundada pelos judeus holandeses no Recife no século XVII, cujas ruínas foram descobertas nos anos 90

A definição cultural de judeu não segue integralmente a genética. Só é considerado como tal quem tem mãe judia e pratica a religião judaica. Por esse motivo, a maioria dos descendentes dos regatões sefarditas não é reconhecida como parte dessa comunidade. E a própria lógica da miscigenação fez com que os laços com a cultura hebraica fossem completamente perdidos nas gerações seguintes. Muitos nem sequer sabem que descendem de judeus. Outros, ainda, se dizem judeus, mas praticam o cristianismo. Em muitos casos, o ambiente isolado da Amazônia esmoreceu a religiosidade dos imigrantes, que tinham dificuldade para praticar sua fé. A primeira sinagoga de Belém só foi inaugurada em 1824, catorze anos depois da chegada dos primeiros sefarditas. O cemitério judaico de Belém, o primeiro do país, foi inaugurado somente em 1848. Para manterem vivas suas tradições, os imigrantes mais fervorosos passaram a copiar a Torá, o livro sagrado dos judeus, e outros textos religiosos a mão em cadernos comuns. Em celebrações religiosas, como a da circuncisão, a cachaça substituía o vinho. Pela tradição, esse ritual deve ser realizado oito dias após o nascimento do menino. Na Amazônia, eles aconteciam com até dez anos de atraso. No início do século XX, um menino foi circuncidado aos 12 anos, porque o pai esperou que nascessem seus irmãos para ir uma vez só da floresta até Belém. O aspecto paradoxal é que, se o isolamento na floresta diluiu a religiosidade de parte dos sefarditas, ele propiciou a preservação de seu idioma, o hakitía. Hoje, a língua subsiste apenas em determinadas localidades da Amazônia e no próprio Marrocos. “A importância da floresta na manuntenção do hakitía é inestimável”, diz o lingüista Mohamed El-Madkouri Maatoui, da Universidade Autônoma de Madri.

No fim do século XIX, os sefarditas enriqueceram com o ciclo da borracha. Os mais bem-sucedidos mandaram seus filhos estudar no Rio de Janeiro. Em 1890, as notícias da súbita prosperidade do Pará motivaram uma nova onda de imigração judaica. Em boa parte, ela foi financiada pelos que já estavam estabelecidos no país. A população judaica no interior do Pará cresceria, assim, exponencialmente. Para se ter uma idéia, metade dos 14.000 habitantes de Cametá, um entreposto comercial da Amazônia, era constituída por sefarditas. O êxito financeiro dos imigrantes provocou uma onda de anti-semitismo. Há relatos de ataques feitos a residências e lojas de imigrantes entre 1889 e 1901. As agressões começavam com passeatas e terminavam com depredações. Embora tenham sido chamadas de mata-judeus, não há registro de que tenham resultado no assassinato de ninguém.

Octavio Cardoso
JUDEUS E CRISTÃOS
A professora aposentada Meryam Shimon Benessuly, de 75 anos (de vermelho, no centro), fala hakitía, idioma original dos sefarditas marroquinos, e segue à risca muitos costumes judaicos, mas trocou a religião de seus antepassados pelo catolicismo. “São costumes que adquiri quando criança e que faço questão que minha família mantenha. Não por fé, mas por orgulho de pertencer a uma cultura milenar”, diz ela

O isolamento imposto aos sefarditas na Amazônia chamou a atenção de rabinos no Marrocos, no início do século XX. Para fiscalizar o cumprimento das normas religiosas pela comunidade estabelecida na floresta, Shalom Emanuel Muyal foi enviado à região, em 1908. Dois anos depois de chegar a Manaus, Muyal foi vitimado por uma doença tropical, provavelmente febre amarela. E aqui reside um aspecto curiosíssimo do sincretismo brasileiro: depois de sua morte, sabe-se lá o motivo, ele ganhou fama de milagreiro entre os católicos locais. Muyal foi enterrado num canto do principal cemitério de Manaus (não havia cemitérios judaicos na capital amazonense naquele tempo) e sua sepultura tornou-se alvo de peregrinações. A fim de evitar que as velas acesas pelos fiéis danificassem a laje do túmulo, o rabino da sinagoga de Manaus mandou construir um muro ao seu redor. Os católicos não se deram por vencidos: passaram a usar o obstáculo como suporte para placas e quadros em que pedem graças e agradecem pelos pedidos que teriam sido atendidos por Muyal. “É impressionante: ele se tornou o santo judeu dos católicos da Amazônia”, admite Isaac Dahan, da sinagoga de Manaus. A devoção é tanta que, nos anos 60, uma tentativa de trasladar os restos mortais do rabino milagreiro para Israel foi abortada em virtude das manifestações indignadas dos amazonenses.

Quando o ciclo da borracha terminou, no início do século XX, as famílias judias mais ricas de Belém mudaram-se para o Rio de Janeiro. “Lá, há uma espécie de sucursal da nossa comunidade”, diz o rabino Moyses Elmescany, da capital paraense. Boa parte da influência dos judeus na Amazônia foi apagada. A sinagoga de Cametá, por exemplo, foi engolida pelo Rio Tocantins e não foi reconstruída. Hoje, nenhum dos habitantes da cidade segue o judaísmo. Em localidades como Óbidos, Breves e Muaná, no Pará, e Tefé e Humaitá, no Amazonas, existem apenas sepulturas. Da procura por uma extensão da Terra Prometida na Amazônia, restaram genes escondidos.

FONTE:  http://veja.abril.com.br/080306/p_062.html

dia da consciencia negra

Bem, Esse dia é importante para o Brasil, ninguém nega o valor e a história dos negros no Brasil. O grande problema são os dados sobre a colonização brasileira. O que se fala no Brasil é que foi colonizado basicamente por brancos portugueses e negros, e negam a presença Árabe e Judaica (sefaradita) e a esses dois últimos grupos se fala somente pardos. Nosso protesto não é contra o dia da consciência negra, mas pelo resgate de mesma potencia aos Judeus morenos do Brasil, nordestinos sem história  completa (raiz judaica) e a reverencia e o respeito pela ajuda que esse povo ajudou na construção da identidade brasileira e que simplesmente é esquecida. Somos a grande etinia esquecida no Brasil Somos semitas, somos parte da colonização e colonizadores que resgatam sua verdade, sua origem, o respeito a esses que não vão deixar a cultura morrer. Parabéns aos negros e desejamos que tenhamos o mesmo espaço para nossas raízes um dia. Esperamos que nossas características e sobrenomes não sejam lembrados como um povo sem identidade, que sejamos conhecido como os bnei serafad. Espero que um dia os Judeus Nativos do Brasil olhem para os negros e vejam que precisamos se unir para que como eles sejamos lembrados pela contribuição que demos a cultura brasileira.

 

Feliz dia de reflexão e orgulho de quem você é, seja de que raça for.

Publicado em:  on novembro 21, 2009 at 2:43 am Deixe um comentário

Judeus Sefaraditas – Musica – Yasmin Levy

 

Publicado em:  on at 2:20 am Deixe um comentário

Yasmin Levy – Ladino Sefarad

Publicado em:  on novembro 11, 2009 at 10:59 am Comentários (1)

“Você deve se orgulhar do sobrenome que tem!” – Sobrenome Pinto – Familia Pinto

Valorizando os nacionais. O Brasil, bem como os Brasileiros tem um hábito que é explicado historicamente. Em grande parte é valorizado mais o que vem de fora do que a história, cultura e valores nacionais. Os judeus nativos do Brasil tentam explicar a sua história procurando vínculos diretos com Portugal ou Espanha, quando na verdade a raiz da história migrou para o Brasil e aqui é nossa raiz e guarda nossa história. Resgatá-la é um dever nosso e não deve morrer. A história está aqui e tem continuidade aqui.

Segue uma matéria ótima que pesquisei e estou pondo na integra e você poderá conferir direto na fonte.

Entramos em contato com o site, mas não obtemos respostas, por isso postamos e aplicamos a fonte da Notícia, por que isso não é acontecimento, mas Notícia.

Ziraldo, meu irmão:

Tenho um pedido inusitado a lhe fazer: uma amiga minha, professora de Nova Lima (perto de sua terra) está com um problema sério. Uma aluninha dela está com vergonha do sobrenome Pinto. E naturalmente a garotada da classe cai em cima pra aumentar ainda mais o desconforto da menina. A professora, Renilda, enfrentou a barra com jeito, criatividade, mas não conseguiu resolver a coisa de todo. Sugeri que ela falasse de você e de outros Pintos famosos. Ela vai falar numa aula próxima. Mas eu acho que você poderia dar a maior força se a contatasse (e-mail, talvez seja mais fácil) e mandasse um alô e orientação à sua maneira pra resgatar uma menina que está com vergonha do glorioso nome.

Envio abaixo um relato da professora pra você ter uma idéia do que aconteceu e acontece. Sem dúvida você tira de letra a coisa. Como eu não tenho (infelizmente) um Pinto no nome pra explicar melhor, deixo pra você essa responsabilidade, se puder, lógico.
Um abraço do

Mauricio.

(segue-se o relato da professora Renilda)
Amigo Mauricio:

Vou “tentar” ser rápida para te contar um dos casos que te prometi. Tudo ocorreu, na sexta-feira passada, justo no dia da minha tutora!

No tal projeto que devo desenvolver, “A gente faz um país”, eu deveria levar as crianças à conclusão que, através dos sobrenomes das pessoas, somos capazes de descobrir a origem das famílias. Tive que fazer um cartaz com os nomes de todos os alunos e cada um dizia seu sobrenome para que eu pudesse registrá-lo no cartaz. (Cometi uma falta grave! Eu deveria ter olhado os sobrenomes antes dessa tarefa. Acho que assim teria evitado a confusão. Mas como recordar os sobrenomes de 84 alunos?).
Voltemos ao “causo”: Quando estava chegando na vez da Paula dizer seu sobrenome, comecei a perceber uma certa agitação, mesclada de risos, de deboche. Assim que lhe perguntei o sobrenome ela disse imediatamente: “AGUIAR!”

Foi um alvoroço na sala! Todos gritavam: “É mentira! É mentira! O sobrenome dela não é esse!”

A Paula, categórica, retrucava: ” É esse mesmo, minha mãe me disse!”

Resolvi entrar e enfrentar o impasse, dizendo: “Ora! Vocês querem saber mais do que ela qual é o seu sobrenome? Ela já é uma mocinha e sabe dizer seu nome certo!”

Os alunos não se conformavam e a Paula, amuada, baixou a cabeça na carteira.

Eu disse que era fácil averiguar, bastava verificar no livro de chamada da classe. Na mesma hora a Paula levantou a cabeça e disse: “Mas, tia! Aqui eles não sabem meu nome certo!”

Eu expliquei a ela que, para fazer a matrícula, os pais enviaram a certidão de nascimento e que não havia dúvidas.

“Tia, minha mãe falou que eles escreveram errado na certidão!”

Eu já estava curiosa para ver o tal sobrenome. E vi. Coitadinha! Compreendi todo o seu desespero! PINTO!!!

Essa palavra, para crianças de 7 a 9 anos, é o máximo!!!!

Eu olhava para minha tutora, notava que ela esperava uma atitude minha! Ela ainda não sabia nada do Pinto!

Muito séria eu li : “Paula Cristina Pinto!”

Os alunos abaixavam a cabeça para rir, outros menos discretos soltaram gargalhadas, e a coitadinha encolhida de humilhação!

Eu disse:”Por que os risos? Qual a graça num nome tão bonito? Eu quero saber o por quê desse alvoroço! Alguém vai ter que me falar! Joaquim, por que você ri tanto?”

“Ah, tia! Não tenho coragem de falar! Fico com vergonha!”

E fui perguntando para todos. Com risinhos envergonhados, ninguém se atrevia a me explicar… até que o João, que é mais atrevido, disse:

“É que o sobrenome dela é Pinto!”

“E o que tem isso demais? Conheço um tanto de Pintos!”

Nessa hora eu mesma vi a conotação da minha frase na cabecinha deles, e corrigi: “Um tanto de gente que tem o sobrenome PINTO! Qual a graça nisso?”

“Ah, tia! É que pinto, é aquela coisa do homem!”

Eu, fingindo surpresa, indaguei: “Que coisa do homem que chama Pinto? Não conheço nenhuma!”

A Juliana, a assanhada da sala, logo se prontificou a explicar: “É aquele negócio que o homem tem pra fazer xixi!”

A Manuela, querendo ser mais inteligente, disse: “Sua burra! A gente fala é sexo do homem!”

Eu “superassustada”, perguntei: “O quê? O homem tem um pinto? Eu não sabia!!!! E esse pinto faz o xixi pro homem??? Eu sei que pinto é o filhote da galinha, que ele faz piu…piu…, que come bichinhos… Não sabia que o homem tem um dentro da cueca!!! “
A sala veio abaixo de tanto rir! Eu já não estava conseguindo me segurar, com vontade de rir!

Perguntei aos meninos, quem teria coragem de me mostrar o seu pinto!! Que eu estava curiosa para ver se ele piava e se não os bicava, se ficava quietinho dentro da cueca, se não morria com falta de ar!!!

Daniel, o sabichão, disse: “É outro pinto tia! Não é o da galinha não! É o negócio do homem! “

Aí, eu fui explicar, que o “negócio” do homem se chamava pênis e não Pinto! Que quando é criancinha, as pessoas carinhosamente chamam de pinto, para facilitar (facilitar para eles e complicar para as professoras)! Falei que agora, eles já eram grandinhos e estavam aprendendo uma nova palavra: PÊNIS!!!

Ainda pedi: “Vamos repetir? Quantas sílabas ela tem? Então como ela será classificada? Como se chama esse acento?”

Não sei se tomei a atitude certa, só sei que a Paula começou até a rir dos meninos, e acabou sua tristeza, apesar de não se conformar ainda com o seu “Pinto”, pois no final da aula, ela me procurou e disse:”Eu sou Aguiar sim, minha mãe falou! O homem lá do cartório é que confundiu!”

O caso se resolveu de um lado, mas ainda estou preocupada! Essa menina, por complexo, está rejeitando o próprio nome, negando sua identidade!

Como você acha que devo lidar com ela? Como ajudá-la a aceitar? Falei com ela sobre a família Magalhães Pinto, da tradição e orgulho deles pelo nome. Falei que não é o sobrenome que nos faz, e sim nós que tornamos nosso sobrenome honrado ou…maldito!

Agora, preciso descobrir a origem da família Pinto.

Quero só ver a avaliação da minha tutora!!!

Fique com Deus, amigo!

Mande um beijão pro Chico Bento!!!…

Renilda

( e agora, a resposta do Ziraldo)

Renilda:

Diz pra Paula que ela deve se orgulhar do sobrenome que tem. Ela, certamente, deve ser moreninha, como todos os que têm esse sobrenome. Fiquem sabendo que nós, os Pintos, não somos cristãos-novos como os que têm sobrenome de bichos – Coelho, Carneiro, Raposo, Leão – ou nome de árvores, como Carvalho, Pinheiro, Macieira, Pereira, Oliveira, etc. Nós somos descendentes dos judeus morenos da Península Ibérica, os Sefardins. Quando os árabes chegaram à Portugal, encontraram os lusos que eram branquíssimos, descendentes dos Celtas. Os lusos – os primeiros portugueses – levaram o maior susto com aquela gente morena e achavam que nossa turma era pintada de marrom. E passou a chamar a gente de pinto, ou seja, o particípio passado sincopado do verbo pintar (assim como ganho e ganhado). Pinto quer dizer pintado. Ou seja: moreno. É um belo sobrenome e a Paula deve se orgulhar dele. Nós não somos filhotes de galinha.

Um beijo do

Ziraldo

com aval do Mauricio de Sousa

Obs.: Os nomes verdadeiros foram trocados por fictícios para manter em sigilo a verdadeira identidade das crianças.


02.09.2005

Fonte: http://www.monica.com.br/mauricio/cronicas/cron289.htm

Judeu Português, pensador, sefaradí, Bento de Espinoza (Baruch de Spinoza)

Baruch de Spinoza.

Judeu POrtuguês - sefaradita - sefardita Bento Spinoza

Essa é uma homenagem aos desbravadores, aos que pensam, aos que ousam ir onde os outros preferem parar. Uma singela homenagem aos que não param diante de uma irracionalidade, como se a fé fosse algo que nos impede de ter um cérebro. Como bem diz o Poema do livro de Bereshit o homem deve sujeitar a terra e dominá-la. Mas esse poema mostra uma interação, pois fomos formados de mesma essência da terra e assim sendo temos uma ligação e respeito com a mesma. Tudo ao seu redor revela que a bondade do Eterno está em tudo e que podemos sim recolher informações naturais que agreguem valor aos conceitos mais antigos, formulando assim um pensamento novo e que traga complemento e plenitude a um conhecimento mais primário e antigo. Pense! Ouse Pensar! O Pensar nos leva a diante e não gera torpor ao que o faz. Pinte o Pensar, Cante o Pensar, coma o Pensar, ouse freqüentar O PENSAR.

(Homenagem a Raimundo Carneiro Filho – de abençoada memória).

“era de mediana estatura, feições regulares, pele morena, cabelos pretos e crespos, sobrancelhas negras e bastas, denunciando claramente a descendência de judeus Sefaradim ou sefaraditas(Originalmente naturais da Espanha). No trajar muito descuidado, a ponto de quase se confundir com os cidadãos da mais baixa classe”.

Colerus que o conheceu em Rhynsburg.

Bento de Espinoza (também Benedito Espinoza; em hebraico: ברוך שפינוזה, transl. Baruch de Spinoza) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu nos Países Baixos em uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Vida:
Nasceu em Amsterdã no seio da família judaica, de portugueses foragidos da perseguição pela Inquisição.

Foi profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de judeus como Maimónides, Ben Gherson, Ibn Reza, Hasdai Crescas, Ibn Gebirol, Moisés de Córdoba e outros. Também se dedicou ao estudo de Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro, Lucrécio e também de Giordano Bruno;

Ganhou a fama pelas suas posições do panteísmo (Deus, natureza naturante) e do monismo neutro, e ainda devido ao fato da sua ética ter sido escrita sob a forma de postulado e definições, como se fosse um tratado de geometria.

Bento de Espinoza
ברוך שפינוזה

Spinoza statue the hague - Judeu sefaradí

Excomunhão

No verão de 1656, foi excomungado na Sinagoga Portuguesa de Amsterdã pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra, defendendo que Deus é o mecanismo imanente da natureza e do universo, e a Bíblia uma obra metafórico-alegórica que não pede leitura racional e que não exprime a verdade sobre Deus.

Conforme Will Durant, sua Excomunhão pelos judeus de Amesterdã, tal como ocorrera com as atitudes que levaram à retração e posterior suicídio de Uriel da Costa em 1647, fora como que um gesto de “gratidão” por parte dos judeus com o povo holandês.

Embora os pensamentos de Spinoza e da Costa não fossem totalmente estranhos ao judaísmo, vinham contra os pilares da crença cristã. Os judeus, perseguidos por toda Europa na época, haviam recebido abrigo, proteção e tolerância dos protestantes dos Países Baixos e, assim, não poderiam permitir no seio de sua comunidade um pensador tido como herege.

Pós excomunhão

Após a sua excomunhão adotou o primeiro nome Benedictus (“Bendito”, a tradução do seu nome original – Baruch – para o latim).

Para sua subsistência chegou a trabalhar com polimento de lentes, durante os períodos em que viveu em casas de famílias em Outerdek (próximo a Amsterdã) e em Rhynsburg. Nesta última localidade escreveu suas principais obras.

Uma vez que as reações públicas ao seu Tratado Teológico-Político não lhe eram favoráveis, absteve-se de publicar seus trabalhos. A Ética foi publicada após sua morte, na Opera Postuma editada por seus amigos.

Morte

Morreu num domingo, 21 de fevereiro de 1677, aos quarenta e quatro anos, vitimado pela tuberculose. Morava então com a família Van den Spyck, em Haia. A família havia ido à igreja e o deixara com o amigo Dr. Meyer. Ao voltarem, encontraram-no morto.

Traços físicos

Conforme Colerus que o conheceu em Rhynsburg, Spinoza “era de mediana estatura, feições regulares, pele morena, cabelos pretos e crespos, sobrancelhas negras e bastas, denunciando claramente a descendência de judeus Sefaradim ou sefaraditas(Originalmente naturais da Espanha). No trajar muito descuidado, a ponto de quase se confundir com os cidadãos da mais baixa classe”.

Reconhecimento

Estátua de Spinoza em Haia.

Suas obras o fizeram reconhecido em vida, recebeu cartas de figuras proeminentes como Henry Oldenburg da Royal Society of England, do jovem nobre alemão, o inventor Von Tschirnhaus, do cientista holandês Huygens, de Leibnitz, do médico Louis Meyer de Haia, do rico mercador De Vries de Amsterdã.

Luís XIV lhe ofereceu uma larga pensão para que Spinoza lhe dedicasse um livro. O filósofo recusou polidamente.

O príncipe de Condé, na chefia do exército da França que invadira a Holanda novamente convidou-o a aceitar uma pensão do rei da França e ser apresentado a vários admiradores. Spinoza desta vez aceitou a honraria, mas se viu em dificuldades ao retornar a Haia, por causa dessa suposta “traição”. Porém, logo o povo, ao perceber que se tratava de um filósofo, um inofensivo, se acalmou.

O monumento feito em homenagem a Spinoza, em Haia foi assim comentado por Renan em 1882:

“Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas – pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus”

O retrato de Spinoza foi impresso nas antigas notas de 1000 florins dos Países Baixos, até a introdução do euro, em 2002.

Fonte:  Wikipédia

Fonte: www.bneianussim.wordpress.com

Publicado em:  on outubro 31, 2009 at 10:33 am Deixe um comentário

Judeu não é raça?

sanfona dos sefarad

Falando sobre o assunto que por muitas vezes se torna polemico a resposta mais simples as vezes é a melhor. Respondendo a essa questão a resposta é: Judeu é povo, famílias, que independente com o contato familiar com outros povos, continua sendo o que é Povo do Eterno e povo uns dos outros. Portanto todos os Judeus são judeus um mesmo povo com muitas etnias devido a dispersão na diáspora. Os Judeus não procuram converter pessoas de outros povos ou religiões, mas aceita o seu povo disperso com coração aberto independente de seu contato familiar.

Segue abaixo um pouco da diáspora e história dos sefaradim do Brasil.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Bnei anussim, filhos dos forçados ou “ben anús” (filho forçado). Sãos os descendentes de judeus Espanhóis e Cristãos-novos (mestiços com portugueses)  que foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da “Santa Inquisição”. Na Espanha, Portugal e Brasil, os B’nei Anusim são encontrados principalmente em regiões de antiga colonização como na região Nordeste e na região Sudeste do Brasil. Embora afirma-se que em outros lugares possam ser encontrados com igual quantidade, os Sefaradim foram obrigados pela coroa portuguesa a residirem em cidades de ambiente árido e com dificuldade de sobrevivencia. Alguns dos ilustres sefaradim eram usados nas explorações e contatos com judeus que não se converteram, isso devido o conhecimento de astronomia e linguas. Em grande parte, o problema de má distribuição de bens do Brasil teve inicio na inquisição, pois os bens foram retirados das familias judaicas nordestinas e as familias de cristãos-novos passaram a sofrer com a falta de seus bens e acesso a cultura e estudo.

História

Como 90% dos perseguidos pela inquisição eram judeus, poucos os perseguidos pelos inquisidores eram de outros grupos. As dores e torturas perduraram muitos séculos. Devido ao medo, a história ficou por muitos séculos esquecida e encoberta com o sangue dos judeus que tinham esperança em voltar ao judaísmo ou serem resgatados por seus irmãos.

Na atualidade a história ficou popularizada pela internet com o vídeo “Zog Marano”. E devido às muitas histórias entre os nordestinos e mineiros sobre seus parentes judeus (que em grande maioria acredita que é história de roceiro). Pela curiosidade sobre o fundo de verdade na história, muitos dos jovens têm procurado resgatar essa história perdida. Pouco se fala ou se sabe alem das tradições e comentários sobre esse assunto, especialmente entre os moradores do interior de Minas Gerais e Ceará, mesmo assim eles ainda vivem o seu misto-cripto-judaísmo.

Características

Bnei anussim é o grupo de cripto-judeus ou somente de judeus descendentes dos Sefarditas (grupo de judeus com características semitas (árabes). Em geral, cabelo crespo, pele morena e nariz avantajado, distinguindo-se dos Falasha (judeus negros) e dos Asquenazes (judeus com caracteristicas arianas, descendentes de familias com contatos familiares com alemães, Poloneses e etc). Judeus não são proselitistas e a explicação dessas variações na raça é a união familiar cruzadas no decorrer da história judaica. Na China existem judeus com características chinesas e no Marrocos conservam o estereotipo árabe(semita). Em maioria os judeus carregam por característica cabelo crespo e nariz protuberante, sendo que no Brasil a maioria (com conhecimento judaico) parece muito com os europeus.

Segundo lendas dessas mesmas famílias, que apesar de não conhecer ou praticar integralmente a tradição e a religião judaica, ainda guardam o conhecimento geracional de sua identidade judaica, geralmente no nordeste. Segundo essas mesmas famílias, a tradição diz que a palavra sarará vem de sefarad (Espanha), embora a pronuncia seja parecida e haja ainda uma discordância entre o que tradicionalmente se lê em livros, fica em aberto uma das supostas marcas da etnia inicial dos sarará (sefarad). Mesmo não tendo uma prova concisa, temos uma possível corelação adjetiva que divide-se no significado Etmológico da palavra. Possivelmente essa marca existia e ela vou evoluindo e se modificando dependendo da influência e da percepção socio-cultural da região. A verdade é que Durante o passar dos anos o Brasileiro foi perdendo sua identidade exatamente por não conhecer detalhes da história que foram esquecidos, e por que não dizer ocultados. As informações que se têm sobre os bnei anussim do Brasil é que são familias dos filhos dos condenados na Espanha e em Portugal, sendo que os filhos, parentes foram processados pela “Santa Inquisição”, seus bens foram espoliados seu contato com cultura e educação (tanto laica quanto religiosa) foi restrito.

Outra teoria interessante é a da feijoada, partindo do principio que em outros países onde a inquisição era fortemente aplicada, pratos preparados de forma muito peculiar e com mesmas caracteristicas que a feijoada eram a mais eficaz forma de teste de anti-judaismo para reconhecer quais eram os praticantes da religião. Pratos a base de carne de porco misturado eram preparados para a confirmação do teste. Não somente a feijoada, mas pratos tipicos de minas gerais e do nordeste são preparados de igual forma o que atesta que não é somente esse prato que guarda essas caracteristicas. Apesar de não ser uma posição oficial histórica, é um fórte indicio pára o reconhecimento de detalhes particulares a cultura, tradição e indicios da religião, que embora não apareça tão latente, ainda guarda marcas e cicatrizes fortes na cultura.

Uma outra marca forte é o Berrante que em suma é igual ao instrumento usado tradicionalmente em guerras e na religião judaica, o Shofar. O berrante carrega caracteristicas muito semelhantes. Especialmente o Shofar de chifre de antilope.

Ligações externas

informações sobre a saída dos Judeus para os Estados Unidos (Manhattan)

Outros Judeus com sua história perdida e reencontrada

Fotos de Judeus ao redor do mundo

Holocausto – Inquisição – Milhões de mortos – Idas e vindas das memórias de um povo – ספרדים

 

Grupo de Judeus Sefarditas (Sefaraditas) do Iemen. Imagens meramente Ilustrativas. Fonte - Flickr

Grupo de Judeus Sefarditas (Sefaraditas) do Iemen. Imagens meramente Ilustrativas. Fonte - Flickr

Lembra-se muito do holocausto mais recente que nosso povo sofreu, mas muitos não fazem a menor questão de lembrar as famílias mortas na inquisição, mulheres estupradas e crianças sendo roubadas de seus pais. Fora as proibições e torturas, os roubos e a violência que otho Ysh fez nosso povo sofrer, e muitos sofrem nos dias atuais por falta de comida, pão, estudo, falta de um teto, água e saneamento, herança dos castigos da inquisição. Não lembrar da inquisição, em uma época como essa, é não se lembrar das dores, das vitórias, e acima de tudo, é esbofetear o rosto de ya’akov, não lembrando de seus filhos perdidos. Honramos Lia, e isso não é errado, mas ya’akov deixa de ser honrado quando nos esquecemos que os bnei ysrael voltarão. Essa é a promessa que nos enche de força e Alegria.

Até quando vamos sofrer com o esquecimento e as dores de uma história que não quer ser enterrada, mas também é empurrada para o fundo das covas de mortos em suas lembranças? Zog marano! As lágrimas nas noites escuras, a dor de país que abandonam suas crenças, seus ideais, seus bens para guardar a vida de seus filhos e esposa. Mulheres estupradas, crianças mortas e separadas de seus pais, tudo em nome de um Dyeus. Câmaras de torturas intermináveis para extrair uma convicção, ou rejeição de suas crenças e povo, não, eles não queriam a morte e a “limpeza” étnica, eles queriam o sofrimento e uma suposta vingança. Eles queriam tirar o dinheiro, os bens, o conhecimento. Eles queriam que eles se convertessem e aceitassem sua verdade.

É fato comprovado que foram 9 Milhões de mortos na inquisição, contra 6 milhos de mortos no Holocausto. Porque lembrar do holocausto de 6 milhões e não lembrar da inquisição de 9 milhões? Por que não tentar ouvir os clamores de pais que ouviam seus filhos sendo levados de seus braços e de suas esposas sofrendo tortura.

6.000.000, 9.000.000 de mortos! seis milhões de mortos, nove milhões de mortos! Morte é sempre morte, sacrifício de vidas, devem ser lembrados de mesma maneira e honra, ou então, será apenas uma “limpeza” Étnica sobre outra!

Que não haja Holocausto das nossas memórias.

Devemos lembrar, para não mais acontecer!

Fonte: www.bneianussim.wordpress.com

Judeus Sefarditas – Origem das familias Almeida e Gutierrez – ספרדים

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu físico, pensador e filósofo.

Foto meramente ilustrativa. Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu e Cientista.

Imagens meramente Ilustrativas. Albert Einstein - Judeu físico, pensador e filósofo. Alemão, radicado nos Estados Unidos ficou muito conhecido pela famosa teoria da relatividade.

Almeida

A família Almeida se origina na nobreza portuguesa. O primeiro a receber o nome, e

portanto o fundador da família, foi Payo Paes Guterres. O nome Almeida vem do

castelo de Almeida (na região homônima.) Almeida deriva do árabe “Al Majida”, que

significa morada gloriosa (referência ao castelo.) Com a conquista da terra por parte de

Guterres, os portugueses adaptaram o nome, que passou a se chamar “Castelo de

Almeida”. A família Almeida, portanto, tem origem na família hispânica Gutierrez.

Gutierrez

A família Almeida, como vimos, deriva da família Guterres, forma aportuguesada do

espanhol Gutierrez. Há diversas variações gráficas para esse nome: Gutiérrez,

Gutierrez, Guter, Butre, Gutier, Wittier, Gutierre, Guterre, Guterres, Gut, Goter,

Gauter, Gualter, Galter, Gulter, Baltar, Boltar, Belter, Gutérriz, Guterriz, Gotérriz,

Goterriz, Guteres, Gútrez, Gutrez, Gutérrez, Guterrez, Gottreich, Baltériz, Balteriz,

Baldériz, entre outros como a forma inglesa “Goodrich”. Todos pertencentes à

mesma família, cuja origem está nos judeus perseguidos pelos visigodos, povo de

origem germânica que emigrou do leste europeu.

Dentre os visigodos na Espanha, havia forte presença judaica: “Em todos os eventos, os

judeus estavam na Espanha juntamente com os romanos antes de 409; e cerca de um

século depois, quando havia apenas um reino visigodo na Espanha, os judeus lá

estavam, distribuídos ao longo do país em numerosas congregações, como antítese

aos cristãos bárbaros, celebrando seus próprios Sábados, e festivais, circuncidando

seus filhos, solenizando o casamento segundo o costume judaico, e observando

estritamente as leis dietéticas, e até mesmo ocasionalmente convertendo escravos

pagãos ao Judaísmo.” (Dr. Julius Fust, “Do Oriente”)

Com a invasão dos visigodos, os judeus foram brutalmente perseguidos, e forçados a

se converterem, e a abandonarem sua fé. “Aqueles que permaneceram judeus apesar

de todo o seu sofrimento [o rei dos visigodos] interditou a celebração da Páscoa, dos

Sábados, e de outras festas… se tornariam escravos e perderiam suas posses…. [mas]

obteriam sua liberdade caso se convertessem.” (ibid)

As famílias Gutierrez e Almeida (na realidade, a mesma família), portanto, estão entre

as primeiras famílias de origem ibérica a se tornarem cripto-judias, pertendo sua

identidade.